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7 de Setembro | Em São Paulo, milhares repudiam Bolsonaro no Vale do Anhangabaú

terça-feira 7 de setembro | Edição do dia

O Vale do Anhangabaú é palco de nova manifestação contra o governo Bolsonaro na tarde deste feriado de 7 de setembro. Enquanto logo ao lado, na Av. Paulista, há manifestação de setores de extrema direita pedindo intervenção militar e bravando apoio ao “mito”, são milhares no Anhangabaú rechaçando as políticas desastrosas do governo em relação à pandemia, e também em rechaço às políticas econômicas que impõem desemprego e miséria a milhões.

Jovens estudantes e trabalhadores de diversas categorias se somam à manifestação, junto a organizações de esquerda e movimentos sociais. Mais uma vez, o ódio a Bolsonaro se expressa nas ruas, demonstrando, mesmo em um dia de forte convocação bolsonarista para as ruas, que o terreno para a aplicação das reformas e dos ajustes não está “livre”, mas sim apresenta oposição real.

A manifestação em São Paulo acontece mesmo após tentativa de proibição por parte do governador paulista, João Doria, que se mostrou tão antidemocrático quanto o próprio Bolsonaro, ao tentar impedir a livre manifestação contra o governo.

Nós do Esquerda Diário e do MRT participamos das manifestações, levantando a urgência da construção de um plano de lutas que tenha como objetivo derrotar não somente Bolsonaro, mas também Mourão e os militares, tendo em vista que a política de impeachment de Bolsonaro colocaria Mourão no poder.

Ao contrário de fazer aliança com setores burgueses que estão de mãos dados com Bolsonaro em todas as reformas e ataques aos trabalhadores e o povo pobre, precisamos de uma aliança entre os trabalhadores e o povo pobre com os indígenas, que estão demonstrando enorme disposição de luta contra o Marco Temporal, nos unindo também à juventude, aos negros, mulheres, LGBTs e todos os setores que estão sentindo na pele cada passo de avanço da crise, do desemprego e da pandemia.

Professora Maíra Machado fala direto do ato, no Vale do Anhangabaú, que é necessário as centrais sindicais atuarem para unir as lutas em curso e organizá-las, chamando uma forte paralisação nacional e construindo um plano de lutas contra Bolsonaro, Mourão e os militares.

Mesmo com a fraquíssima construção das manifestações, por parte das grandes centrais sindicais, como CUT e CTB – dirigidas por PT e PCdoB, respectivamente –, aconteceram manifestações contra o governo em diversos outros estados e cidades, mostrando que há disposição de enfrentar Bolsonaro. Isso expressa que, se houvesse a construção de um plano de lutas por parte de centrais, a força das ruas poderia ser muito mais expressiva e se tornar um fator concreto para alterar a correlação de forças da política nacional.




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