CORONAVÍRUS

Em Pernambuco, 15 mil indígenas estão fora da prioridade de vacinação

Centenas de famílias de povos originários não terão o direito à prioridade na vacinação. As populações se encontram em territórios não homologados ou urbanos, ficando de fora do Plano Nacional de Imunização (PNI). Diversos estudos já indicaram a vulnerabilidade especial dessas populações à Covid-19.

sexta-feira 26 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Arquivo Pessoal

Centenas de famílias indígenas, sabidamente vulneráveis à Covid-19, foram deixadas de fora dos grupos prioritários de vacinação no estado de Pernambuco. Os mais de 15 mil indígenas se encontram fora de territórios homologados pela União como áreas indígenas e consequentemente ficam de fora do Plano Nacional de Imunização (PNI). Uma continuidade da política de extermínio dos povos originários levada a cabo pelo Estado brasileiro desde a colonização.

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Trata-se de uma população que sofre perseguição sistemática há centenas de anos, e que agora, diante de uma pandemia mundial, têm o reconhecimento da própria etnia negado pelo Estado ao se tratar da vacinação. Diversos relatórios, como o publicado pela Fiocruz e o estudo da Universidade Federal de Pelotas, por exemplo, reafirmam a vulnerabilidade dessas populações aos patógenos como o coronavírus.

Os indígenas têm cinco vezes mais chances de contrair complicações sérias com a Covid-19, em comparação com um não indígena. A insegurança alimentar, a falta de saneamento básico e a marginalização social são fatores centrais que contribuem para a situação de risco das etnias indígenas na pandemia.

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Por isso é urgente lutar pela anulação das patentes das vacinas e pela estatização das indústrias farmacêuticas sob controle operário. Essa é a forma mais eficiente de garantir a agilidade e confiabilidade na produção de vacinas contra as novas variantes, além de sua distribuição rápida e universal para toda a população.




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