Gênero e sexualidade

8M: CAMPINAS

Em Campinas (SP), mulheres marcham contra o machismo e o governo Bolsonaro

Em Campinas (SP), a manifestação de mulheres pelo Dia Internacional das Mulheres ocorreu no dia 7 de março. Centenas de mulheres tomaram as ruas do centro da cidade exigindo um basta à violência contra as mulheres e contra o Governo misógino e machista de Bolsonaro.

domingo 8 de março| Edição do dia

O 8M em Campinas esteve marcado pela mobilização contra a violência e opressão cotidiana sofrida pelas mulheres e contra o governo reacionário de Bolsonaro. A cidade é marcada por brutais e elevados índices de feminicídios, tais como, o assassinato de Isamara e sua família e a travesti Quelly que teve seu coração arrancado com um caco de vidro. Na semana do 8M fomos tomadas pela notícia de uma mulher teve fogo ateado em seu corpo pelo companheiro e hoje, outra mulher, Michele, moradora do DIC (Distrito Industrial de Campinas) foi brutalmente assassinada (estrangulamento) por seu companheiro dentro de sua própria casa.

O grupo internacional de mulheres Pão e Rosas esteve nas ruas do centro de Campinas marchando contra o governo Bolsonaro e as reformas, por justiça a Marielle Franco e pela legalização do aborto. Conheça o grupo Pão e Rosas.

Veja intervenção de Flávia Telles, militante do Pão e Rosas, no 8M Campinas:

As reformas e o avanço reacionário do governo Bolsonaro atingem profundamente as mulheres. Por isso batalhamos para que os atos do 8M no Brasil tivesse como eixo central, além de expressar nosso total repúdio ao governo de Bolsonaro, também ser contra as reformas. É importante ressaltar que o PT, embora expresse por vezes por meio de discursos serem contrários a Reforma da Previdência, aprovou nos estados do nordeste onde governa a mesma. Inclusive no Rio Grande do Norte que é governado por uma mulher, Fátima Bezerra, essa é a grande operação do momento: garantir a aprovação da reforma da previdência estadual. O PcdoB também aprovou no Maranhão a reforma.

Veja mais: 8M: Por que as mulheres devem ser linha de frente na luta contra a Reforma da Previdência?

Necessitamos organizar nossas forças contra os ataques de conjunto do governo. A classe trabalhadora não está derrota. As professoras deram um grande exemplo se enfrentando contra o governador João Dória (PSDB) que chamou a tropa de choque para aprovar a qualquer custo a reforma da previdência em São Paulo. Em meio a gás de pimenta, bomba, balada de borracha e cassetetes Dória aprovou a reforma. As petroleiras também mostraram disposição travando a primeira e importante greve de trabalhadores contra o governo Bolsonaro. Uma greve contra a demissão de mil trabalhadores (a maior parte deles terceirizados) e o projeto privatista para a empresa. Apesar da derrota, aprovação da reforma e fim da greve, que dizem muito mais da inoperância das burocracias sindicais (direções), ambas as lutas são importantes pontos de apoio para a classe trabalhadora e juventude. As mulheres conformam um batalhão de trabalhadoras. Todo ódio fruto da exploração e opressão que sofremos nessa sociedade capitalista e patriarcal deve ser canalizado para superar essa miserável realidade que é relegada para as mulheres. É por isso que nós mulheres do Pão e Rosas marchamos nesse 8M, para arrancar alegria do futuro. Por uma vida plena de sentidos para a classe trabalhadora e juventude de conjunto.




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