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DENÚNCIA

"Eles não estão nem aí pra gente" diz técnica de enfermagem de MG sobre falta de máscaras

O Esquerda Diário recebeu essa semana mais uma denúncia de uma trabalhadora da saúde do estado de Minas Gerais sobre a falta de fornecimento de EPIs.

terça-feira 20 de abril| Edição do dia

Foto: Agência Brasil

Em denúncia ao Esquerda Diário, técnica de enfermagem do estado de Minas Gerais relata falta de fornecimento de EPIs nos hospitais. Esse descaso do governo de Romeu Zema (Novo) com as trabalhadores da saúde faz com que elas utilizem a mesma máscara durante vários plantões, o que as expõe a altos riscos de contaminação por Covid-19.

A técnica de enfermagem conta que a falta de máscara leva as trabalhadoras da saúde a usarem apenas uma máscara em vários plantões:
"O risco de contaminação usando a mesma mascara n95 é muito grande por mais que ela tenha proteção, mas você trabalhar três, quatro plantões com ela aumenta o risco de contaminação, ela pode molhar, você pode espirrar dentro dela, por que quem segura um espirro?

O descaso do estado está deixando duas opções às trabalhadoras da saúde: utilizar a mesma máscara por vários turnos expondo-se ainda mais ao Covid-19 ou tirar dinheiro do próprio salário para garantir mínimas condições de segurança:
"Eu mesma vou ter que comprar, porque eu sou hipertensa e eu preciso trabalhar. Cada máscara n95 daquela é R$10,90 na farmácia. Aí eu vou ver se acho um local mais barato, o estado tá fazendo isso pra economizar dinheiro (...) a gente não tem valorização. Não estamos recebendo a gratificação por trabalhar no Covid, o que seria mais do que justo, o estado não esta pagando. (...) Eles não estão nem ai pra gente. E todo dia morre gente (...) tá difícil demais."

Romeu Zema, o governador que menos utilizou a verba destinada ao combate a pandemia, que já decretou o corte de nos salários das trabalhadoras da saúde e que diz que são exageradas as críticas a Bolsonaro na condução desastrosa da pandemia é o responsável por essa situação precária. Seu governo não hesita em priorizar o lucro dos capitalistas à vida dos trabalhadores.

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Depois de mais de um ano de pandemia os governadores não fornecem aos trabalhadores, o que não chega a ser o mínimo: EPIs suficientes. Somente através da luta é possível enfrentar o conjunto das instituições e atores desse regime político que só tem a oferecer aos trabalhadores ataques e precarização da vida.

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