×

Violência Policial | "Eles mataram o cara a facadas", diz morador sobre chacina elogiada por Bolsonaro

Moradores de uma das regiões mais atingidas revelam invasões da polícia em suas casas, assim como outros momentos de tensão para não serem atingidos pelos tiros.

quinta-feira 26 de maio | Edição do dia

IMAGEM: Fabiano Rocha/Agência O Globo

Na última terça-feira (24), se sucedeu uma das chacinas mais brutais do Rio de Janeiro, com ao menos 26 mortos na região da Vila Cruzeiro ao longo da atuação da polícia, sendo que ainda há feridos e, num marco de outros acontecimentos repugnantes envolvendo essa instituição, como foi o recente caso de uma pessoa que morreu dentro de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal ao ser trancada junto a uma bomba de gás lacrimogêneo, vem abrindo questionamentos acerca do papel que cumpre a polícia, seja militar, civil ou qualquer outra ramificação.

Saiba Mais: Polícia Rodoviária de Bolsonaro usa "câmara de gás" em carro para assassinar homem negro no Sergipe

Algo que inclusive se intensifica quando observados os relatos dos moradores da Vila Cruzeiro acerca da abordagem e intervenção dos policiais, principalmente na localidades de maior intensidade de tiros, como na região chamada de “Terra Prometida”, onde um casal, que estava dormindo em seu quarto antes da operação, relatou:

"A gente se jogou da cama para o chão e começou a gritar, dizendo que na casa tinha morador, que a gente era trabalhador. Mas eles disseram: ’morador é o caralho’ e continuaram atirando"

Além deste tratamento desprezível relatado, também foi denunciado um assassinado a facadas de alguma vítima, por parte de policiais que invadiram a casa do casal, pois teria gente escondida nos fundos da casa, segundo o que ouviu dos próprios policiais.

“Eles foram pra lá e mataram o cara a facadas.", disse a moradora.

Essa situação absurda escancara a política de extermínio, cujo principal mandante e responsável é o próprio Estado. Algo que tornou-se recorrente ao longo do mandato do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), e endossado pelo próprio Bolsonaro, a partir de sua celebração a este acontecimento em suas redes sociais. É necessário repudiar por completo este tipo de ação, assim como uma investigação independente desses dessa chacina.

Leia Também: Bolsonaro celebra a segunda chacina mais letal do Rio de Janeiro, com 24 mortes




Comentários

Deixar Comentário


Destacados del día

Últimas noticias