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ENCONTRO DO ESQUERDA DIÁRIO, 26/06 | Educadorxs, vem aí o Encontro Virtual do Esquerda Diário!

Convidamos vocês, educadoras e educadores, a participarem do Encontro virtual do Esquerda Diário no dia 26/06 às 15h30. Venha se somar e tomar em suas mãos essa ferramenta junto com a gente!

segunda-feira 21 de junho | Edição do dia

O Esquerda Diário é uma mídia independente construída por trabalhadores e estudantes para trabalhadores e estudantes, que busca difundir, apoiar e contribuir como uma ferramenta a serviço da luta de classes e do avanço de consciência de milhares de trabalhadores e jovens em todo país ao batalhar para que se fortaleça uma política operária independente contra os patrões, Bolsonaro, Mourão e todo o regime político. Com essa ferramenta cada trabalhadora e trabalhador pode levar essas ideias para os seus locais de trabalho e moradia, para seus amigos e familiares, dar um passo na sua organização e avançar para tomar em suas mãos as suas reivindicações e a dos setores mais oprimidos da sociedade, como as mulheres, os negros e LGBTs.

Há muito que os trabalhadores da educação no país sentem a cada dia o peso dos ataques desses governos e patrões. Vemos como o regime do golpe institucional e Bolsonaro - ao lado de cada um de seus ministros da educação que se sucederam até o atual, o fundamentalista e apoiador do reacionário movimento Escola sem Partido, Milton Ribeiro - colocam a educação como um dos alvos preferenciais de seus ataques. Não à toa foram os cortes nas universidades federais o estopim para colocar centenas de milhares de jovens nas ruas em 2019, o que vimos novamente esse ano no dia 29 de maio e 19 de junho.

Bolsonaro congelou os salários dos educadores e outras categorias com a PEC emergencial, ao mesmo tempo que põe em prática todo o desmonte curricular representado pela nova BNCC, aprovada pelo golpista Michel Temer (junto com o atual secretário de educação de Doria, Rossieli Soares), com o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) que é na verdade um verdadeiro sequestro de conteúdos curriculares para uma verdadeira formação para o individualismo e precarização da vida.

Em São Paulo, o estado mais rico do país, vimos o governo tucano, desde o início da pandemia, seguir com sua política de desmonte e precarização da educação. Doria (PSDB), quando suspendeu as aulas presenciais, demitiu milhares de trabalhadoras terceirizadas das escolas e manteve sem salários e sem direito a receber qualquer auxílio, mais de 35 mil professores categoria O e eventuais. Junto de Rossieli, implementaram um ensino remoto privatizante e excludente que sequer garantiram que os alunos pudessem ter acesso, assim como relegaram suas famílias a um auxílio à merenda de miséria. E agora, em uma escalada de autoritarismo e falcatruas, vem impondo o Programa de Escolas em Tempo Integral (PEI), militarizando algumas escolas e implementando o projeto Conviva, que coloca a polícia militar dentro das nossas escolas. Ou seja, o governo Doria atua por mais precarização da educação, exclusão de milhares de alunos, mais exploração contra os educadores, repressão e controle da juventude e perseguição aos trabalhadores da educação.

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Na cidade de São Paulo, Covas se aproveitou da pandemia e se apoiou na direção traidora de Claudio Fonseca (Cidadania), à frente do SINPEEM, para avançar com a privatização da educação infantil e com a ampliação dos contratos precários de trabalho. E se não bastasse, ainda demitiu centenas de trabalhadoras terceirizadas das escolas às vésperas de uma reabertura das escolas sem condições sanitárias. Covas, praticamente preparou o terreno para seu sucessor, o privatista envolvido com a máfia das creches conveniadas, Ricardo Nunes (MDB). Esse reacionário fundamentalista que agora quer pôr na ordem do dia sua agenda fundamentalista e reacionária para barrar a educação sexual nas escolas, tentando colocar no lugar o programa “escolhi esperar”. Em perfeita sintonia com Bolsonaro, Damares Alves, Milton Ribeiro, e também o “liberal” Doria que já censurou apostilas didáticas que discutiam temática de gênero.

A reabertura insegura das escolas em meio a pandemia, que resultou na perda de centenas de colegas de trabalho e milhares de contaminações, faz parte do conjunto de ataques à educação. Governadores e prefeitos, como Doria e Nunes em São Paulo, mas também Edinho Silva (prefeito de Araraquara), do PT, são responsáveis por essa política. Expõem nossas vidas e da comunidade escolar para salvar os lucros dos empresários da educação, assim como são responsáveis junto de todo o governo Bolsonaro e militares, e de todos os golpistas - Congresso, STF e judiciário, por exemplo - pela situação descontrolada da pandemia no país.

Os educadores da rede estadual no início de fevereiro e os da rede municipal, por 118 dias de greve, se enfrentaram contra essa política e foram atacados por lutarem por suas vidas e da comunidade escolar com corte de ponto pelas mãos de Doria, Covas e Nunes. Mas também foram abandonados pelas direções de seus sindicatos, especialmente APEOESP e SINPEEM, que em momento algum atuaram para construir realmente a luta da categoria através de uma unidade entre estaduais e municipais. Em sintonia com as centrais sindicais do país, especialmente CUT e CTB, dirigidas respectivamente pelo PT e PCdoB, não fazem nada para construir e unificar os diferentes processos de lutas de diferentes categorias contra os ataques que estamos sofrendo.

Leia o editorial do MRT: A esquerda institucional e a busca de um caminho de subordinação ao PT.

Em todos esses processos, nós do Esquerda Diário colocamos nosso site, perfis das redes sociais e todos nossos instrumentos multimídia, como os podcasts Peão 4.0 e Esquerda Diário 5 minutos, à serviço de denunciar esses ataques e divulgar esses processos de luta e resistência. Levantamos campanhas contra a demissão das trabalhadoras terceirizadas, em solidariedade aos milhares de professores categoria O e eventuais sem salários, publicamos dezenas de matérias com denúncias revelando as condições precárias de trabalho e nas escolas antes e depois da reabertura. Como agora denunciamos a imposição dos PEIs no estado de São Paulo, o caso de LGBTfobia numa escola em Campinas e o reacionário programa “escolhi esperar” de Nunes. Nos orgulhamos de contribuir na cobertura dos processos de lutas e greves na categoria. Desde o início do ano publicamos dezenas de matérias em nossa seção de Educação para contribuir com os debates educacionais em todo o país.

É por isso que queremos fazer um convite para cada educadora e educador, para debatermos essas ideias junto com trabalhadoras e trabalhadores de diferentes categorias em um Encontro virtual do Esquerda Diário no dia 26/06 a partir das 15h30! Chamamos você a se somar nesse dia e a tomar em suas mãos essa ferramenta junto com a gente.

Confira aqui: VEM AÍ: DIA 26/06 Encontro do Esquerda Diário para dar voz às lutas, denúncias e política operária.

Para você participar é fácil! Envie uma mensagem para o número (11) 959780883 e passaremos mais informações.




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