Educação

REABERTURA INSEGURA DAS ESCOLAS EM SP

Educadoras municipais de SP em greve há 87 dias fazem ato contra o retorno inseguro às aulas

Educadoras e educadores municipais de São Paulo realizaram ato nessa quinta-feira contra a reabertura insegura das escolas implementada pelo governo Doria e Covas PSDB em plena segunda onda da pandemia no país. Uma política que já provocou de acordo com o próprio governo municipal mais de 800 surtos de contaminação em escolas da rede. Mas somadas as redes estadual, do município de São Paulo e particular as mortes de trabalhadores da educação já passam das centenas.

quinta-feira 6 de maio| Edição do dia

O ato reuniu cerca de 200 educadoras e educadores. Em frente à prefeitura de São Paulo os trabalhadores ergueram faixas e cruzes representando os mortos pelo descaso do prefeito, agora licenciado, Bruno Covas e do governador João Doria, ambos do PSDB, e depois caminharam até a frente da Secretaria Municipal de Saúde. Bruno Covas e Doria, são responsáveis pelo descontrole da pandemia no estado e no município de São Paulo e jamais foram alternativa a política negacionista de Bolsonaro.

A greve das educadoras e educadores municipais de São Paulo completou 86 dias nessa quinta-feira. Mas até agora a Secretaria Municipal de Educação, com o secretário Fernando Padula à frente, praticamente não negociou nenhuma das reivindicações da categoria até agora. Muito pelo contrário, atacou o direito de greve dos trabalhadores cortando os salários de ao menos mil trabalhadores. Os cortes só não foram mais generalizados pela atuação dos educadores pressionando junto aos gestores de escolas para que esse ataque não se efetivasse.

Da mesma forma que foi graças a organização dos comandos de greve que os educadores conseguiram organizar fundos de greve solidários, para amenizar os impactos dos cortes de ponto. Lamentavelmente a categoria até aqui não pode contar com a estrutura do maior sindicato da categoria, o SINPEEM, dirigido pela figura de Claudio Fonseca (do partido golpista, Cidadania), que era base aliada de Covas enquanto vereador até 2020. A direção do SINPEEM não construiu a greve e privou até aqui a categoria de dirigir os rumos de sua própria luta, impedindo que houvesse reuniões e assembleias deliberativas, tampouco implementou o fundo de greve que propagandeou.

As aulas presenciais estão acontecendo de forma insegura no pior momento da pandemia expondo as educadoras, as trabalhadoras terceirizadas e toda comunidade escolar. Não é de se estranhar que grande parte da própria comunidade escolar vem boicotando as aulas presencias. Porque sabem que a Escola não é um lugar seguro na pandemia! Mas lamentavelmente Covas e Doria desprezam o direito à educação de nossos alunos. Mas sabemos que para essa luta triunfar a comunidade escolar, os familiares de nossos alunos, precisa se ver nela.

Por isso chamamos toda a comunidade escolar a defender o direito a educação, defender o acesso para todos ao ensino remoto, emergencial. Exigindo a entrega dos tablets para todos os alunos! Mas também assistência alimentar e psicológica para toda comunidade escolar, adequações estruturais, condições sanitárias e vacinas para todos! Assim como condições de trabalho, por isso nós do Movimento Nossa Classe Educação defendemos a efetivação das trabalhadoras terceirizadas q estão na linha de frente da reabertura, expondo suas vidas com menos direitos e trabalho intensificado!

Mas também é inaceitável que a CNTE (Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação) e que as centrais sindicais, sobretudo CUT e CTB, dirigidas pelo PT e PCdoB, sigam com sua paralisia conduzindo os trabalhadores a esperar por 2022, como se nossas vidas pudessem esperar até lá. Estamos vendo educadores não só no estado de São Paulo mas em outras partes de país se levantando em luta contra a mesma política assassina de retorno inseguro das aulas, como em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Recife, no entanto mesmo sob a direção das mesmas centrais essas lutas seguem isoladas e isso não é aceitável. A CNTE, e as centrais sindicais devem atuar para nacionalizar a luta dos trabalhadores da educação para tirar essas lutas do isolamento e atuar para construir unidade com outras categorias que têm se levantado contra os ataques de patrões e dos governos, como os trabalhadores do Metrô e CPTM de São Paulo e as trabalhadoras da LG em suas fábricas terceirizadas.

Precisamos nos apoiar no grande exemplo da rebelião popular da Colômbia, com sua força e coragem para enfrentar a repressão assassina do governo Duque! Unidade entre os trabalhadores para Golpear com um só punho, Bolsonaro e todos os atores desse regime golpista, como Doria e Covas!

Assista a fala da professora Grazi Rodrigues do Movimento Nossa Classe Educação no ato:

Professora Grazi "Golpear com um só punho, Bolsonaro e todos os atores desse regime golpista"

Fala da professora Grazi do Movimento Nossa Classe Educação e Esquerda Diário no ato dos trabalhadores da educação contra a reabertura insegura das escolas no município de São Paulo.

"O prefeito Bruno Covas e o PSDB, assim como Doria - querem nos empurrar, uma categoria de mulheres, de mulheres negras, de arrimos de família, pra morrer no chão da escola. Não aceitamos!

Precisamos nos apoiar no grande exemplo da rebelião popular da Colômbia!

Pra isso os sindicatos da categoria, especialmente o SINPEEM, ausente durante toda a greve, mas também a CNTE e CUT precisam atuar para tirar nossa luta do isolamentoe e unificar com as demais lutas em curso, não apenas da educação.

Golpear com um só punho, Bolsonaro e todos os atores desse regime golpista, inclusive o Doria que em São Paulo também ataca nesse momento os trabalhadores do transporte do metrô e da CPTM, nossa luta é uma só!

Publicado por Movimento Nossa Classe - Educação em Quinta-feira, 6 de maio de 2021

Leia abaixo a reprodução de parte do conteúdo do vídeo com a professora Grazi Rodrigues representando o Movimento Nossa Classe Educação e Esquerda Diário no ato dos trabalhadores da educação contra a reabertura insegura das escolas no município de São Paulo:

"(...) O prefeito Bruno Covas e o PSDB, assim como Doria - querem nos empurrar, uma categoria de mulheres, de mulheres negras, de arrimos de família, pra morrer no chão da escola. Não aceitamos!

Precisamos nos apoiar no grande exemplo da rebelião popular da Colômbia!

Pra isso os sindicatos da categoria, especialmente o SINPEEM, ausente durante toda a greve, mas também a CNTE e CUT precisam atuar para tirar nossa luta do isolamento e unificar com as demais lutas em curso, não apenas da educação.

Golpear com um só punho, Bolsonaro e todos os atores desse regime golpista, inclusive o Doria que em São Paulo também ataca nesse momento os trabalhadores do transporte do metrô e da CPTM, nossa luta é uma só! (...)"




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