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BELÉM | Educação paralisa em Belém contra retorno e exige salário mínimo de Edmilson-PSOL

As servidoras, professores e trabalhadores da educação da capital paraense, paralisaram as atividades no dia de hoje, 21, contra a prefeitura de Edmilson Rodrigues (PSOL), que além de negar o reajuste salarial, mantendo as servidoras com salário menor que o salário mínimo nacional, agora, pela Secretaria de Educação Municipal, está impondo uma portaria que obriga ao retorno presencial de todos os trabalhadores da educação em meio a pandemia.

segunda-feira 21 de junho | Edição do dia

Fotos: Sintepp Belém

Os servidores públicos da educação de Belém decidiram paralisar as suas atividades nesta segunda-feira, 21, em resposta à nova portaria da Secretaria Municipal de Educação de Belém, a SEMEC, que determina o retorno de todos os servidores da educação para as escolas de forma presencial, sem a possibilidade de fazer escala. Segundo os próprios servidores, a pandemia está longe de ser controlada no Pará e em Belém e exigem que se revogue a portaria.

As servidoras e trabalhadoras da educação já haviam sido obrigadas a voltar presencialmente às aulas nos final do ano passado, em 14 de setembro, por determinação do ex-prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB). Frente a inúmeros casos de contaminação e mortes por COVID-19, as escolas foram fechadas dois meses depois e nas escolas estaduais também há imposição do retorno pelo governo de Helder Barbalho (MDB). Agora, Edmilson Rodrigues (PSOL) segue o mesmo caminho dos outros governos, fazendo os trabalhadores da educação se mobilizarem e exigirem um plano de retorno que conte com a segunda aplicação da dose da vacina, não apenas a primeira. Além disso, no próximo dia 24, os servidores farão nova assembleia com indicativo de greve sanitária contra a portaria.

Outro motivo da paralisação e da mobilização que está acontecendo diz respeito a todo funcionalismo público da cidade. Os trabalhadores também estão reivindicando que seus salários sejam correspondentes com o salário mínimo nacional, já que o piso salarial dos servidores está nos vergonhosos $827,00, que eles possam ter direito a reajuste no vale alimentação, o que tinha sido promessa das negociações com a prefeitura e agora foi negado pelo Tribunal de contas do Município (TCM), e também se posicionam contrários a reforma da previdência Municipal que a prefeitura de Edmilson recuou apenas temporariamente.

Edmilson Rodrigues é prefeito de Belém pelo PSOL e foi eleito dizendo que iria atender as pautas dos servidores por um reajuste que consiga dar direitos mínimos a esses trabalhadores. Mas pelo contrário, em apenas alguns meses de governo já mostrou que quer aplicar reforma da previdência, e não vai atender as pautas dos servidores em nome de respeitar o teto de gastos, como qualquer governo capitalista.

Veja mais em: Chamado a uma campanha para derrotar os ajustes da prefeitura de Edmilson Rodrigues em Belém-PA

Edmilson ainda esteve recentemente no mesmo evento que Bolsonaro, comemorando os 110 anos da Assembleia de Deus, e não há menção alguma contra Bolsonaro em suas páginas e redes sociais. O que é um escândalo e mostra que esse governo está longe de ser de esquerda e atender as pautas dos trabalhadores. Por isso, nós do MRT chamamos recentemente as organizações do PSOL, que não são parte do governo e que se colocaram contra a reforma da previdência e os ajustes de Edmilson, a uma campanha que se solidarize com os servidores e derrote esse plano de ajuste e ataques. Todo apoio aos servidores de Belém!




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