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EDUARDO PAES | Eduardo Paes esbanja milhões com publicidade enquanto dá calote nos trabalhadores

Eduardo Paes, prefeito do Rio, vai gastar R$ 252 milhões com publicidade, para falar bem do seu governo. Enquanto isso, trabalhadores terceirizados da Saúde e da Educação do Município do Rio de Janeiro passam a penúria de viver meses sem salário. E para o trabalhador da COMLURB, o salário permanece o mesmo desde 2019.

terça-feira 10 de agosto | Edição do dia

Foto: Ricardo Borges/Folhapress

No início deste ano, centenas de merendeiras as creches municipais ficaram sem salário. Denunciamos o caso aqui no Esquerda Diário: geladeiras vazias e 4 meses sem receber, em diversas empresas terceirizadas que prestam serviço ao Rio. Na ocasião, Eduardo Paes mostrou que não governa para os trabalhadores, falou em coletiva de imprensa “Não vou pagar ninguém”, fazendo o "jogo de empurra" com as empresas terceirizadas, que também não pagaram nada.

Na saúde, há diversas empresas terceirizadas que estão na mesma situação, como é o caso de um maqueiro do Hospital Carmela Dutra, que relatou ter acumulado 7 meses sem receber, dizendo que vai todos os dias trabalhar com fome.

Para os Garis, que trabalharam toda a pandemia se expondo à covid-19, a COMLURB, a mando do Paes, negou reposição salarial. Os garis estão já desde 2019 com o mesmo salário, sem nenhuma reposição. A inflação crescente está corroendo o salário da classe trabalhadora, mas a direção da COMLURB se nega a negociar com a categoria.

Para dar calote no trabalhador terceirizado, e para não dar nada para o gari, a justificativa de Paes era que ele herdou as contas de Crivella. E por isso, disse que não pagaria os terceirizados. Porém, R$ 252 milhões para seus amigos das empresas de publicidade, ele deverá transferir num piscar de olhos.

Para o Gari, o alto escalão da empresa espalha boatos de que não poderia haver reposição salarial devido à Lei Complementar n. 173. Essa lei decretou calamidade pública no país e proibiu, entre outras coisas, contratar ou conceder reajustes a servidores. Em 2020, Marcelo Crivella acatou a ordem de Bolsonaro, e decretou calamidade pública no município do Rio de Janeiro, congelando o salário dos servidores.

Porém, o próprio Eduardo Paes já anunciou que está preparando o Rio de Janeiro para o Carnaval. E, também, já liberou quase todas as atividades, e ainda compareceu em roda de samba. Quer dizer, a calamidade pública só existe na hora de negar o reajuste aos servidores.

Com a dobradinha Crivella/Paes, quem perdeu foi o trabalhador terceirizado da Saúde, o terceirizado da Educação e o Gari, para não falar 59 mil mortos pela covid-19, vítimas da negligência de Crivella e Paes com a saúde. Calamidade quem viveu foram dezenas de milhares de famílias que perderam entes queridos quando já havia vacina, e calamidade vivem os trabalhadores terceirizados jogados na rua sem receber o salário pelos meses trabalhadores, assim como os trabalhadores que não tem nenhum reajuste enquanto o custo de vida encarece.




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