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EDUCAÇÃO | Eduardo Leite quer mudar o cálculo sobre os leitos de UTI para reabrir as escolas

O gabinete de crise de Eduardo Leite estuda um modelo de transição para a bandeira vermelha em que se levaria em conta todos os leitos hospitalares disponíveis e não apenas os reservados para atender pacientes com covid-19.

sexta-feira 23 de abril | Edição do dia

Foto: Gustavo Mansur/Piratini

A realidade não muda no fundo, o que muda é a perspectiva da realidade e a margem para o cálculo sobre quantos leitos existem para o sistema não colapsar. O importante nessa visão não é a vida ou evitar as mortes, nem criar mais leitos, apenas mudar o cálculo para mostrar mais leitos como se as pessoas pudessem continuar morrendo sem afetar a economia. Afinal a preocupação de Leite deve ser se o Estado é capaz de processar todos os corpos de modo que não seja escandaloso. Por fim, expor ainda mais a classe trabalhadora em nome dos interesses capitalistas abrindo as escolas em um momento ainda intenso e descontrolado da pandemia. Nesse aspecto é preciso que sejam as comunidades escolares que decidam quando e em que condições o retorno é possível.

A ocupação de leitos de UTI não podem por si só pautar a intensidade da pandemia. É preciso prevenir, testar massivamente a população, isolar os infectados de forma segura em hotéis e pousadas se preciso, contratação de milhares de trabalhadores da saúde, conversão da indústria para a produção do que for preciso para os trabalhadores da linha de frente, estatização de todo o sistema de saúde sob controle dos trabalhadores. De uma maneira racional e com investimentos pesados em saúde, assistência social e saneamento, proibindo as demissões inclusive e garantindo isolamento remunerado ao trabalhador infectado, pouquíssimas mortes ocorreriam.

Mas a verdade é que para os grandes empresários nossas vidas não valem nada. Somente nossa classe pode levar a frente um programa que aponte uma saída para essa crise econômica e sanitária, um programa que paute o confisco os bens dos grandes sonegadores, a taxação de grandes fortunas, acabe com as isenções fiscais e com o pagamento da fraudulenta dívida pública que no RS está suspensa mas atrelada com as privatizações de estatais estratégicas. Somente nossa classe organizada é capaz de apontar uma saída fazendo com que sejam os capitalistas que paguem pela crise.




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