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Beatrix von Storch | Eduardo Bolsonaro se reúne com neta do ministro de Hitler, deputada neonazista da Alemanha

A deputada já chegou a defender uso de armas contra imigrantes mulheres com crianças e seu avô foi Ministro das Finanças do Führer.

sexta-feira 23 de julho | Edição do dia

Nessa quinta-feira, o filho do presidente Bolsonaro, Eduardo, se reuniu com uma deputada neonazista da Alemanha, Beatrix von Storch, conhecida por ser neta do ministro das Finanças de ninguém menos que Adolf Hitler, bem como por suas posições xenófobas e fascistas.

Em 2016, a deputada do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha ganhou destaque mundial ao defender que se usassem armas contra imigrantes. Na época, perguntaram a Beatrix se a guarda alemã da fronteira deveria usar armas contra refugiadas mulheres carregando crianças, no que ela respondeu afirmativamente com um sinistro “sim”. Após o escândalo, ela fez mea culpa, mas seguiu defendendo a morte de imigrantes.

Eduardo vomitou em seu twitter que ele e a deputada alemã são “unidos por ideais de defesa da família, proteção das fronteiras e cultura nacional”. Não sabemos exatamente qual família Eduardo se refere, mas sabemos que a família de Storch trabalhou diretamente para Hitler durante 12 anos, em gabinete colado ao ditador nazista responsável pelo holocausto. Johann Ludwig Schwerin von Krosigk, avô de Beatrix, era uma espécie de Paulo Guedes do Führer.

Além do filho do presidente, a bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF), presidente da CCJ na Câmara, também se reuniu com a neonazista. No twitter, Kicis despejou: “Conservadores do mundo se unindo p/ defender valores cristãos e a família.” Eles andam com nazistas, falam como nazistas, se vestem como nazistas de vez em quando, defendem coisas parecidas com nazistas, mas depois ficam bravos quando são chamados de nazistas. Uma típica atitude de nazistas.

- Sobre o combate aos nazistas no Brasil, leia mais: Vídeo de trotskistas combatendo nazistas e bolsonaristas nas ruas em 2011 viraliza

O Museu do Holocausto, sediado em Curitiba, chegou a emitir nota repudiando a presença da nazi: “A Alternative für Deutschland (Alternativa para a Alemanha) é um partido político alemão de extrema direita, fundado em 2013, com tendências racistas, sexistas, islamofóbicas, antissemitas, xenófobas e forte discurso anti-imigração”

Preparem o estômago, que aí vem um pouco de história do nazismo. Sobre o histórico do avô da neonazi, o site DW escreve: “Na posição de ministro das Finanças, Schwerin von Krosigk foi responsável por confiscar propriedades de judeus e explorar financeiramente áreas conquistadas pela Alemanha nazista. Após o suicídio de Hitler, em abril de 1945, Schwerin von Krosigk foi ainda alçado ao posto de "ministro-chefe" (equivalente a chanceler) no efêmero governo do almirante Karl Dönitz, que havia assumido o cargo de presidente do que restava da Alemanha. Concentrado numa área do norte do país que ainda não havia sido conquistada pelos Aliados, o gabinete durou apenas alguns dias, e logo seus membros foram capturados por tropas birtânicas.

Schwerin von Krosigk seria mais tarde julgado e condenado pelo Tribunal de Nurembergue, na etapa conhecida como o "julgamento dos ministros", entre 1948 e 1949. Ele foi sentenciado a dez anos de prisão por crimes de guerra, mas foi beneficiado por uma anistia em 1951. Morreu em 1977.”




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