Gênero e sexualidade

MACHISMO NA USP

Em plenária, mulheres da USP convocam novo ato contra a violência no Campus

Na segunda plenária geral de mulheres estudantes da USP, uma semana depois do grande ato contra os estupros e a violência no campus, cerca de 60 estudantes discutiram a questão da violência contra a mulher dentro da universidade e as falsas respostas da Reitoria.

terça-feira 1º de setembro de 2015| Edição do dia

Depois de uma marcha que reuniu cerca de 400 mulheres no dia 24/08, mulheres estudantes da USP e trabalhadoras que constroem a Secretaria de Mulheres do Sintusp se reuniram em nova plenária que aprofundou o debate a respeito da segurança no campus e do machismo institucional da Universidade. Partindo da compreensão de que polícia não traz segurança para as mulheres, a plenária deliberou a construção de um novo ato auto-organizado no dia 30/09 contra a violência, pelo fim do convênio com a polícia e pela garantia de creches para estudantes e trabalhadoras mães, permanência estudantil para toda a demanda e mais iluminação.

Na plenária também foi discutida a necessidade de abrir o campus para a população, indo na contramão do projeto da Reitoria que, ao proibir festas e fechar cada vez mais o acesso, deixa o campus deserto e inseguro. É fundamental que medidas imediatas sejam tomadas, como melhoria na iluminação, poda das árvores e do mato e transporte 24h e gratuito, inclusive para as trabalhadoras terceirizadas que hoje não têm direito de utilizar gratuitamente o circular.

As mulheres presentes manifestaram apoio e deliberaram por se incorporar ao ato do dia 18/09, contra os ataques do governo federal e a ofensiva da direita, levando a luta pelo fim da violência contra a mulher para fora dos muros da Universidade.




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