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Unidade | É urgente a construção de um Polo da esquerda socialista e revolucionária para a luta de classes

No último período, o PSTU junto a ativistas lançaram a proposta de construir um Polo Socialista e Revolucionário com um Manifesto que terá lançamento no próximo dia 7 de outubro. Nesta declaração expressamos a posição do MRT favorável a essa iniciativa.

sábado 2 de outubro | Edição do dia

Nos dirigimos a todos os trabalhadores e jovens que reivindicam o classismo e o socialismo, os ativistas independentes da vanguarda socialista do país, o PSTU e demais setores e distintas organizações e ativistas que se referenciam na defesa do socialismo para expressar a posição do MRT em relação ao chamado do PSTU e ativistas a construir um Polo Socialista e Revolucionário no Brasil como expressam em manifesto público. Em nossa visão se trata de uma iniciativa correta assim como de uma necessidade urgente agrupar todos os setores que se referenciam na luta pela revolução operária e socialista em um polo que possa coordenar e potencializar a resistência diante de todos os ataques do governo Bolsonaro-Mourão, dos governos estaduais, municipais e dos capitalistas. E que, ao mesmo tempo, possa ser um polo ativo para a intervenção concreta na luta de classes cobrindo de solidariedade qualquer luta operária, popular e de juventude. Essa frente no terreno da luta de classes é uma batalha que consideramos importante compartilhar com toda a esquerda, no intuito de que os trabalhadores emerjam como sujeito político central nessa crise.

Neste sentido, o MRT é favorável à construção desse Polo Socialista e Revolucionário. Em nossos materiais e batalhas cotidianas viemos apresentando a necessidade, também, de criar polos classistas e anti-burocráticos para que a esquerda socialista pudesse ser um contraponto à política das direções burocráticas dos sindicatos e das grandes centrais sindicais. Queremos avançar nos esforços para construir algo em comum, atendendo sempre as necessidades da luta de classes. Isso significa fazer o exercício de potencializar os acordos práticos que temos como a necessidade de coordenar a resistência aos ataques, cercar de solidariedade e contribuir para unificação das lutas em curso e agrupar os setores que defendem, ainda que com estratégias diferentes, a revolução operária e socialista. Neste caminho, em nossa visão, a unidade de ação deve ser da nossa classe, dos setores populares e dos movimentos sociais, contra todos os políticos e instituições que estão a serviço da burguesia nos atacando junto com Bolsonaro. As diferenças políticas que temos são de conhecimento público, expressas no Esquerda Diário, mas não consideramos que sejam um obstáculo para avançar na construção desse Polo, debates que podemos seguir de maneira saudável e fraternal.

Na tentativa de avançar nessa perspectiva fazendo os esforços comuns por essa unidade, e diante da urgência em defender a nossa classe de todos os ataques deste reacionário governo Bolsonaro-Mourão, mas também das instituições do regime que contribuem com os ataques, nos dirigimos a todas e todos para darmos passos nesta perspectiva defendendo um programa operário para que sejam os capitalistas que paguem pela crise.

Neste sentido, propomos aos companheiros e companheiras nossa participação na Plenária Nacional de lançamento público do Manifesto no próximo dia 7 de outubro.

Movimento Revolucionário de Trabalhadores




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