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Paralisação de professores em SP | É preciso paralisar as escolas dia 18 com a nossa força, contra os ataques de Bolsonaro e Doria

terça-feira 17 de agosto | Edição do dia

A Apeoesp, junto a outros sindicatos e centrais sindicais, definiram o próximo dia 18, quarta-feira, como um dia nacional de paralisação dos servidores públicos, que hoje tem que se enfrentar com a reforma administrativa de Bolsonaro e suas variantes nos estados, como a atual PLC 26 de Doria, um ataque brutal aos servidores estaduais, e outros ataques como a MP1045 e a privatização dos Correios. O desejo da Apeoesp e demais sindicatos é de que seja mais um dia fake. Já para os trabalhadores existe necessidade urgente de que esse dia de mobilização seja real, e para isso é preciso mais do que postagens formais nas redes sociais, que é tudo o que foi feito até agora, véspera da paralisação.

A classe trabalhadora está diante de um combo de ataques do governo Bolsonaro, Mourão e do regime de conjunto, vimos passando a privatização dos Correios, a MP 1045 que é um enorme ataque aos direitos trabalhistas e querem avançar em mais ataques aos servidores com a PEC 32/2020 da reforma administrativa que diretamente quer aumentar a privatização nos serviços públicos e extinguir uma série de direitos dos servidores públicos, isso tudo com o aumento do tom golpista de Bolsonaro e militares. Não bastasse a reforma nacional, Doria veio mostrando que quando se trata de atacar os trabalhadores também está com o governo federal e quer passar a PLC 26, que muda o estatuto do servidor estadual, ataca a estabilidade, faz cortes até mesmo nos salários dos servidores contratados, como os professores Categoria O, e tira o direito à falta abonada para os servidores e professores que precisem se ausentar por um dia do trabalho por motivos de saúde, por exemplo, o que sabemos que não é incomum com a situação de trabalho tão precária que vivemos.

Os professores, além de serem alvos de todos esses ataques, ainda estão passando por um retorno escolar inseguro, em que a realidade das escolas estão muito longe da propaganda do Doria e Rossieli, já que seguem com salas lotadas, sem ventilação adequadas, escolas sem banheiros seguros e mesmo sem testarem periódica pra comunidade escolar. Além disso, estamos nos enfrentando com o avanço da reforma do ensino médio, uma grande reestruturação da educação que vem para alinhar o ensino às necessidades do capitalismo em precarizar ainda mais o trabalho docente e o futuro dos estudantes, criando uma divisão ainda maior no interior do sistema escolar entre os poucos que seguem os estudos e os muitos que vão deixar seu sangue e suor nos trabalhos precários, informais, que se aprofunda com a MP1045 que ataca a juventude. Sentimos na pele todos esses ataques aos nossos jovens e vemos a fome e o desemprego na porta de muitas famílias.

Portanto, não faltam motivos para os professores aderirem a uma paralisação para responder a esses ataques, e é esse chamado que fazemos aos professores, que debatam nas suas escolas entre seus pares e com os estudantes a necessidade de paralisar nossas atividades amanhã e mostrar nosso rechaçou a esses projetos todos dos governos, que visam atacar nossas vidas, em última instância.

Por isso, ao paralisar e debater nas escolas precisamos também passar a fatura pra Apeoesp, que não organizou esse dia de mobilização na base das escolas, onde a categoria possa ter espaços para se expressar, refletir coletivamente e decidir. Não há assembleias ou reuniões de representantes de escola convocados, não há nenhuma discussão sobre os ataques nas escolas. A Apeoesp chama a paralisação nas suas redes sociais, mas não constroem de fato. Isso porque o interesses dessa direção sindical do PT que está a frente do sindicato é de fazer mobilizações mais para constar no calendário do que para que a categoria realmente surja como um fator de resposta aos ataques, para sangrar Bolsonaro e preparar o caminho para Lula que já mostrou que não irá revogar os ataques e reformas.

É fundamental que diante dessa realidade, a oposição de esquerda à direção do sindicato, conformado pelo PSOL, PSTU e outras organizações, se coloque para exigir desde já que haja medidas para a organização dos professores nas escolas, com reuniões, ônibus das diferentes regionais para o ato unificado chamado na Praça da Bandeira em São Paulo, para fortalecer a paralisação e o dia de luta e assegurar que seja um direito dos professores, incluindo os professores Categoria O, de paralisarem sem ter desconto salarial.

Nós do Nossa Classe Educação seremos parte desse dia 18, levantando a necessidade de que a mobilização dos trabalhadores de conjunto, e em especial dos professores, exigindo que as centrais sindicais, como a CUT e CTB, organize em cada local de trabalho, e inspirados no caminho que mostra a greve dos trabalhadores da MRV, um plano de lutas concreto prra enfrentar Bolsonaro, Mourão, mas também os governos locais como Doria e Ricardo Nunes e todos os ataques, já que não será pela via institucional do impeachment ou da CPI que vamos conseguir enfrentar o governo.

É preciso, mais do que nunca, confiar nas nossas próprias forças para erguer uma mobilização da nossa classe contra a fome, a miséria, o desemprego, e os ataques e reformas. É preciso que os professores sejam parte ativa de desse dia e que juntos construam as paralisações nas escolas e que exijam que a Apeoesp saia da mais profunda inércia e das asas do mandato parlamentar da Maria Izabel Noronha, a Bebel do PT.

Parar dia 18 e organizar nossas escolas!

Foto: Manifestação reuniu profissionais da educação em frente ao Paço Municipal (Foto: Reprodução Whatsapp




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