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FEMINICÍDIO EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO | É preciso lutar por Nenhuma a menos! Livya presente!

Ana Livya Gomes de Souza Nascimento, uma jovem de apenas 23 anos, foi vítima de feminicídio na cidade de Vitória de Santo Antão, Zona na Mata do estado de Pernambuco. Segundo informado pela irmã de Livya em entrevista para TV Clube, o autor do crime foi uma pessoa com quem ela teve um relacionamento e nunca aceitou o fim da relação.

domingo 25 de julho | Edição do dia

Segundo relato da irmã da vítima publicado nesta página de Vitória de Santa Antão, um homem de 42 anos com quem ela havia tido um relacionamento, invadiu a casa de Lívya e a esfaqueou momentos antes de ela sair para ir à delegacia fazer uma segunda denúncia das perseguições que vinha sofrendo. Ela já possuía uma medida protetiva por denúncia feita anteriormente, o que denota o quanto esta justiça burguesa é incapaz de oferecer qualquer proteção às mulheres.

Segundo a Defesa Social (SDS) houve 38 vítimas de feminicídio entre os meses de janeiro e abril deste ano em Pernambuco, representando um aumento de 37,5% nos casos no estado comparado ao mesmo período de 2020. A nível nacional, segundo relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registra 1 feminicídio a cada 6 horas e meia. Somente em 2020, foram 1.350 casos de mulheres que foram assassinadas pelo simples fato de serem mulheres; a maioria, 61.8%, negras.

A violência misógina atinge todas as mulheres, cis, trans e travestis e tem se mostrado frequente na nossa região. Em um intervalo de menos de um mês tivemos 4 casos de transfeminicídio, todos extremamente violentos. Kalyndra, Roberta, Piu Piu e Fabiana, todas mulheres trans que viviam no estado de Pernambuco.

Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais, a nível nacional, no primeiro semestre de 2021 tivemos 89 pessoas trans mortas. Foram 80 assassinatos e 9 suicídios, além de 33 tentativas de assassinato e 27 violações de direitos humanos.

Ao ver casos como o de Livya, que recorreu ao estado por proteção e teve sua vida ceifada pela violência machista, fica nítido como não podemos confiar na polícia e no estado burguês para responder a este problema. É preciso organização e luta, desde os movimentos sociais e junto à classe trabalhadora, para lutar por medidas imediatas, como o plano emergencial de assistência à vítima da violência misógina e situação de vulnerabilidade, como seriam as casas abrigo, auxílio econômico financiado com recursos da dívida pública, acesso ao emprego e saúde; mas nessa luta é preciso se organizar para destruir o sistema que se alimenta das opressões, o capitalismo, para que de fato nenhuma mulher mais seja assassinada pela violência misógina.

Livya presente!
Kalyndra, Roberta, Piu Piu e Fabiana presentes!
Justiça por todas as vítimas da violência misógina e machista!




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