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GAFE BOLSONARISTA | Durante uma sessão de vereadores no RJ, Carlos Bolsonaro confunde projeto da LGPD com LGBT

Mais uma vez a família Bolsonaro não perdeu a oportunidade de demonstrar toda a sua ignorância e reacionarismo. Dessa vez, Carlos Bolsonaro, em sessão na Câmara de vereadores no RJ, confundiu a sigla do projeto da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) com a sigla LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), sendo que uma sigla não tem nada a ver com a outra. A LGPD não tem nada a ver com questões de gênero e sexualidade, mas sim à capacidade de um indivíduo de controlar seus próprios dados pessoais.

quarta-feira 21 de abril | Edição do dia

Foto: Reprodução/Facebook Carlos Bolsonaro

Em sessão realizada nesta segunda-feira (19) na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho “02” do presidente, passou vergonha ao mostrar toda a sua ignorância e incapacidade política ao confundir a sigla LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) com a sigla LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais). Mas não há nenhuma relação entre as duas siglas: a LGPD, que é um projeto do vereador Tarcísio Motta (PSOL), não tem nada a ver com questões de gênero e sexualidade, mas sim à capacidade de um indivíduo de controlar seus próprios dados pessoais.

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Ignorando o significado do projeto da LGPD, o filho do presidente criticou um artigo do projeto que fala sobre “autodeterminação informativa”, ao que ele relacionou a questões de gênero, dizendo que esse trecho se tratava de uma “aberração gigantesca” e que “é preciso respeitar a ciência de que todos falam". Ele também afirmou que o projeto ignora “legislações superiores, que caracterizam o sexo da pessoa como homem ou mulher”.

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“Não adianta, sei que vão querer ridicularizar, levar para um lado pejorativo, mas estou tentando seguir a legislação, respeitando inclusive a ciência, que tanto falam”, afirmou o filho do presidente.

“Quando [um dos projetos debatidos na audiência] fala do respeito à privacidade, da autodeterminação informativa, olha o tom delicado desse inciso. Precisamos discutir respeitando a biologia do ser humano. Você vê por aí gente que se autodenomina tigre, leão, jacaré, papagaio, periquito. A partir do momento que você coloca isso, ignorando legislações superiores, que caracterizam o sexo da pessoa como homem ou mulher, X ou Y, baseado na ciência, e entra com uma característica de autodeterminação, fica algo muito vago, porque coloca em situação delicada tanto a pessoa que se autodetermina quanto as pessoas que estão ao redor dela”, completou.

Após Carlos Bolsonaro ter expressado todo o chorume reacionário e homofóbico do bolsonarismo, o advogado Rodrigo Valadão, membro da Comissão de Proteção de Dados e Privacidade da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil), disse para o vereador ficar “extremamente tranquilo”, pois o conceito, segundo ele, não tem nenhuma relação com “questões indenitárias”.

“No que diz respeito à autodeterminação informativa, na verdade, me parece que há uma compreensão não muito exata do que significa o termo. Ele nasce, na verdade, no constitucionalismo alemão, na década de 70, quando o tribunal reconhece a capacidade de toda pessoa de determinar quais são seus dados, quem vai poder tratá-los, que é uma faculdade do próprio indivíduo. Não tem nenhuma relação com orientação política, sexual”, disse o advogado.

Esse foi mais um momento patético, repugnante e tragicômico da família Bolsonaro e do bolsonarismo, que seguem sua cruzada reacionária contra as mulheres, os negros e negras e os LGBT’s, defendendo uma ideologia conservadora que é responsável pelas milhares de mortes por aborto, por feminicídio, por transfeminicídio e por homofobia às minorias LGBT. Enquanto se dizem defensores da “família” e “pró-vida”, na prática o que vemos é que o negacionismo de Bolsonaro é responsável pelos números recordes de contaminação e morte pela Covid-19 dos parentes e membros das famílias trabalhadores, além de joga-los cada vez mais para a miséria, a fome e o desemprego, o que acontece também por culpa do STF, dos militares, do Congresso e governadores, que também se mostram totalmente desinteressados em salvar as vidas dos parentes e familiares da classe trabalhadora.

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