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#ASedeFica | Doria volta a atacar a sede do sindicato dos metroviários! Só a mobilização pode barrá-lo!

terça-feira 9 de novembro | Edição do dia

Os Metroviários de SP organizaram um protesto hoje (09/11) na sede do Metrô no centro de São Paulo, no prédio Cidade II. O motivo do protesto foi a venda do terreno onde está localizado o sindicato. O local utilizado desde 1990 foi leiloado sem nenhuma negociação com a entidade. Com um lance de R$ 14,4 milhões, a UNI 28 SPE Ltda, arrematou o terreno onde pretende lançar um empreendimento imobiliário. A UNI 28 SPE Ltda é representada por Juliana Gomes Rocha Bouvier, arquiteta Coordenadora de Ciência Urbana e Novos Negócios na Porte Engenharia e Urbanismo. Estiveram presentes na manifestação em apoio também estudantes da Juventude Faísca Revolucionária e professores do Mov. Nossa Classe.

Desde o leilão, os Metroviários vêm resistindo a venda do sindicato, organizando manifestações e vigílias contra as tentativas de reintegração de posse por parte do Metrô e da empresa ganhadora do leilão. Tentativas de negociação com o Governo Dória e a direção do Metrô foram feitas, o governo prometeu a renovação do acordo coletivo da categoria por 2 anos e a manutenção da sede do sindicato, mas essas promessas estão sendo rompidas. Essa semana o Metrô se movimentou para assinar a documentação passando o terreno para a construtora, atropelando as tentativas de negociação e impondo de forma autoritária o despejo do sindicato dos Metroviários de sua sede histórica, ao mesmo tempo que manteve o recurso ao TST para retirar direitos do acordo coletivo da categoria. 

Mais uma vez se mostra como não podemos confiar no Governo e suas promessas de palavra, usando essas palavras para desarticular a mobilização dos Metroviários, muito menos afirmar que é a "frente ampla" e a aliança com setores ligados ao Governo Dória, como veio fazendo a chapa 1 CTB/CUT, que poderiam garantir nossa sede e nossos direitos. Como nós da Chapa 4 Nossa Classe, minoria na diretoria do sindicato, viemos repetindo por todo esse processo, somente fortalecendo nossa mobilização e confiando nela, poderemos impor ao Metrô e ao Governo a manutenção da nossa sede e dos nossos direitos.

Por isso é preciso que o sindicato convoque o quanto antes uma assembleia para que os trabalhadores possam decidir como responder, e que defenda um indicativo de greve pra deixar claro para Dória que não vamos aceitar tamanha arbitrariedade, rompendo até mesmo o compromisso feito mês passado pelo próprio Governo, para arrancar a sede do sindicato que foi construída há mais de 30 anos com recursos dos próprios trabalhadores, e entregá-la aos capitalistas da especulação imobiliária.

Metroviários e professores do Movimento Nossa Classe e Juventude Faísca Revolucionária

Vídeo de Fernanda Peluci, diretora do sindicato pela Chapa 4 Nossa Classe




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