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CORONAVÍRUS | Doria tentou cortar milhões da ciência e pesquisa e agora faz demagogia com as vacinas

Em seu discurso durante o anúncio da aprovação da ButanVac, vacina desenvolvida pelos pesquisadores e trabalhadores do Instituto Butantã, o governador Doria fez demagogia com o desenvolvimento da pesquisa querendo aparecer que está ao lado da ciência. Mas ele mesmo tentou durante toda a pandemia aplicar ajustes e cortes nas áreas de ciências e pesquisas.

sábado 27 de março | Edição do dia

Nesta sexta-feira (26), o governador de São Paulo, João Doria, anunciou a aprovação da vacina ButanVac, fabricada no Instituto Butantã. Doria fez um discurso totalmente demagógico e com várias mentiras sobre os prazos e as doses que serão distribuídas para todo o Brasil. Tudo para iniciar sua corrida eleitoral rumo a presidência em 2022 e tentando se diferenciar do negacionismo de Bolsonaro se mostrando como diferente e um político que apoia a ciência. Mesmo que Doria tende a se diferenciar de Bolsonaro, sua política durante toda a pandemia foi para atender os interesses dos empresários, reabrindo a economia mesmo nos momentos mais críticos da pandemia. No estado onde o número de mortos e casos são os mais aterrorizantes do país inteiro.

Para além de sua negligência no combate à pandemia, Doria tenta se beneficiar do resultado das vacinas que são frutos de muito trabalho realizado pelos pesquisadores e trabalhadores da saúde, e se coloca como alguém que está ao lado da ciência e seus avanços para combater a doença. Mas não foi isso que o governo Doria mostrou na prática durante a pandemia. Pelo contrário, ainda tentou aplicar ajustes e cortes que prejudicaram o avanço de pesquisas científicas. Como o corte de 30% no orçamento destinado para a Fundação para o Amparo à Pesquisa (Fapesp), maior agência brasileira de fomento à pesquisa científica. Que foi encaminhada pelo o governo e aprovada pela Alesp em dezembro de 2020 que seria de um valor de R$454. Mas após inúmeras críticas sobre o corte, Doria recuou e assinou um decreto no início do ano que garantiria o pagamento integral. Mesmo assim, o orçamento foi aprovado pela Assembleia e pode ser que ainda possa ser aplicado com a redução.

Em outro momento, seu governo também apresentou o Projeto de Lei 529 que previa reter os fundos de reserva essenciais para a operação de universidades estaduais e da Fapesp. As instituições poderiam perder cerca de R$1 bilhão ainda em 2020, caso a proposta fosse implementada. Não foram poucas as tentativas de Doria de atacar a ciência, as pesquisas, e todo o trabalho das universidades estaduais. Esses ataques vão na contramão do discurso demagógico de Doria, e estão ligados a sua política que descarrega os efeitos da crise sanitária em cima dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre. Sua política que leva à morte milhares de pessoas por dia em São Paulo. Que mantém mais 1500 pessoas na fila de espera de um leito de UTI em todo estado e morrem antes mesmo de conseguirem. Doria mente sobre as vacinas, e faz manobras para garantir que ataques e cortes possam ainda vim a ocorrer, como as várias ocasiões em que ele tentou aplicar.

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Não podemos ter nenhuma confiança no discurso e na política assassina de Doria, assim como não devemos ter nenhuma confiança em Bolsonaro, no Congresso, no STF, e nos outros governadores que estão governando pelos os interesses dos ricos em detrimento do interesse dos pobres. A ButanVac é uma conquista obtida por meio do esforço dos trabalhadores do Instituto Butantan, combinada às produções das universidades que desenvolveram testes rápidos e respiradores, e isso mostra a importância de que todo o processo de pesquisa e desenvolvimento de vacinas seja controlado pelos trabalhadores e pesquisadores.

Frente ao nível de crise profunda é preciso confiar na força dos trabalhadores para uma saída nessa crise a partir de um forte programa emergencial. é Basta de recordes diários de mortes e de contaminação, fruto do descaso dos governos. É fundamental um programa que imponha testagem massiva; um plano universal de vacinação pela quebra de patentes das vacinas; a estatização e criação de mais leitos sob controle dos trabalhadores, junto a contratação de mais trabalhadores da área da saúde; a reconversão das indústria para produção de equipamentos e insumos médicos, estando tudo isso articulado com a batalha por um isolamento racional e remunerado para população, a partir de um auxílio que seja no mínimo de uma salário mínimo e também pela expropriação de hotéis e resorts para a população mais pobre e o tratamento de doentes.

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