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Fechamento das bilheterias | Doria quer fechar as bilheterias do Metrô e CPTM e aumentar precarização e desemprego

O secretário de transporte de SP, Alexandre Baldy, anunciou nessa segunda (4/10) o fechamento das bilheterias e postos de recarga de bilhete único da CPTM e do Metrô. Prometendo modernização, essa ação do Governo Paulista além de prejudicar o atendimento aos passageiros que usam o transporte, causará demissões de centenas (talvez milhares) de funcionárias terceirizadas que hoje trabalham nas bilheterias dos transportes sobre trilhos. 

Rodrigo Tufãodiretor de base do sindicato dos Metroviários de SP

terça-feira 5 de outubro | Edição do dia

Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress

A política de precarização do trabalho e a baixa na qualidade dos serviços prestados, são marcas registradas da gestão Baldy/Doria. Não satisfeitos com a super lotação e as dificuldades diárias encontradas pela população para se deslocar, o Governo Paulista decidiu fechar as bilheterias e deixar apenas máquinas de auto atendimento na venda de bilhetes para embarque. Não é preciso entender muito de transporte para prever as dificuldades que a população vai enfrentar para comprar seu bilhete. Além de uma tarifa muito cara, as máquinas de auto atendimento muitas vezes são lentas, ou não funcionam corretamente. A previsão é de filas e falta de assistência para quem precisa embarcar, uma vez que o quadro de funcionários disponível nas estações já é insuficiente para o atendimento à população.

Doria que no último ano terceirizou a venda de bilhetes no Metrô, colocando empresas que pagam um salário muito baixo para suas funcionárias, ampla maioria mulheres, com condições de trabalho precárias, agora quer colocar uma empresa sem funcionários para prestar serviço a população. É a garantia mais descarada de lucros exorbitantes para os donos dessas empresas, enquanto que a terceirização divide a nossa classe buscando passar ataques contra os trabalhadores com maior facilidade. Enquanto os empresários amigos do governo lucram de maneira fácil, usando o dinheiro público para benefícios privados, o desemprego corre solto para o povo, com cada vez menos direitos e mais miséria.

Dória que tenta se mostrar a todo momento como oposição ao governo genocida de Bolsonaro, mostra que sua oposição é só pelo poder, pois não tem a mínimo compromisso com a qualidade de vida da população. Assim como Bolsonaro, governa para os ricos, sem ter a mínima preocupação com a maioria do povo que hoje sofre com a miséria, a fome, o desemprego e a precarização das condições de trabalho.
 
As funcionárias terceirizadas do Metrô não tem nem informação sobre esses fatos, sabendo apenas pela imprensa que as bilheterias irão fechar, aguardando o dia que chegarão para trabalhar e serão demitidas. Isso é feito de propósito pelo governo, para evitar qualquer resistência dessas trabalhadoras, que não tem apoio do seu sindicato e ficam entregues a própria sorte. Em um momento onde o desemprego bate recorde no país, desempregar mais pessoas com a desculpa esfarrapada de modernização, é mais uma mostra da canalhice de quem governa o estado de SP para os empresários, não para o povo, um verdadeiro absurdo. 

Ao contrário do que Dória e Baldy fazem, é preciso lutar pra que não haja nenhuma demissão, contratar mais funcionários para atender a população e garantir um transporte 100% estatal, de qualidade e à serviço da população. É necessário investir o dinheiro público no serviço público, efetivando todas as trabalhadoras terceirizadas como funcionárias do Metrô, sem necessidade de concurso público pois estas trabalhadoras já provam diariamente que estão aptas para a função, assim como expandir as contratações de funcionários efetivos, que nos últimos anos diminuíram aos milhares na empresa.

Chamamos todos os metroviários e ferroviários de SP a se somarem à esta luta, comparecendo à carta aberta para a população na próxima sexta-feira, dia 8, na estação de Metrô Belém contra o fechamento das bilheterias, pois é importante neste momento nos colocarmos ao lado destas trabalhadoras e da população em defesa dos empregos e contra a precarização dos transportes. Chega de desviar o dinheiro público para os empresários amigos do governo, que muitas vezes criam essas empresas apenas para ganhar licitações direcionadas e sugar os recursos que o Estado provem, recursos que são da maioria do povo, não de um punhado de capitalistas. 

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