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Manifestações de 7 de setembro | Doria promete maior policiamento da história para intimidar atos contra Bolsonaro no 7 de setembro

Em meio à previsão de que o ato a favor de Bolsonaro em São Paulo será grande, com alta presença de policiais, inclusive à paisana, aumentando o risco de violência de bolsonaristas contra a esquerda, o governador João Doria montou o maior esquema de monitoramento e policiamento já realizado na história das manifestações políticas na cidade, aumentando o aparato repressivo e intimidando a manifestação da oposição que antes tentou proibir.

segunda-feira 6 de setembro | Edição do dia

Foto: divulgação Revista Fórum

Em meio às disputas eleitorais de 2022 o 7 de setembro se tornou o terreno onde Bolsonaro busca demonstrar forças nas ruas, a partir de uma retórica golpista e do apoio em setores reacionários, como os ruralistas, militares e líderes evangélicos na linha de frente das convocações.

Em sua sanha repressora, Doria afirmou demagogicamente que "A preocupação não é com a manifestação, esse é um direito legítimo da democracia garantido pela Constituição. A preocupação é com a violência que possa haver durante os atos e principalmente no encerramento das manifestações", igualando em seu discurso a manifestação da esquerda e o ato bolsonarista, seguindo em sua retórica autoritária contra a oposição, como há alguns dias, quando buscava proibir que opositores a Bolsonaro pudessem sair às ruas, deixando-as à disposição da extrema direita bolsonarista.

Serão 4 mil policiais militares com 100 cavalos e mais de 1400 viaturas, três helicópteros e seis drones, distribuídos pelos dois locais onde haverá atos públicos: a avenida Paulista, onde estarão os manifestantes pró-Bolsonaro, onde se sabe pelas divulgações que estarão participando dos atos amplos setores de policiais, inclusive à paisana, e, igualmente, no vale do Anhangabaú, onde ficarão majoritariamente partidos da esquerda, organizações dos trabalhadores, juventude e movimentos sociais, além de outros opositores ao presidente.

As polícias rodoviária estadual e federal também foram acionadas para patrulhar as estradas e acessos a São Paulo. E com a desculpa, falsa, da preocupação imparcial com a segurança de todos que estarão nas ruas, também o repressor serviço de inteligência do governo do estado, junto com a PM e a Polícia Civil, vão revistar os carros de som antes dos atos e todos os manifestantes que chegarem com mochilas, bolsas ou qualquer volume.

As manifestações de 7 de setembro estão previstas para mais de 150 cidades e se darão num contexto de profunda crise política, econômica e social no país, na qual, apesar das disputas à espera das eleições de 2022, os três poderes e governadores como Doria, bem como os aparatos de repressão do Estado brasileiro que controlam, estão alinhados para impor condições brutais de vida, em plena pandemia, aos trabalhadores e setores mais oprimidos, que estão enfrentando uma onda de privatizações, desemprego recorde, retirada de direitos trabalhistas, ataque às terras indígenas, alta nos preços dos alimentos e combustíveis, violência policial entre outros ataques.




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