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Doria faz demagogia ao colocar trabalho precário como benefício para a comunidade escolar

sexta-feira 16 de julho | Edição do dia

No dia 14 de julho, João Doria anunciou o início do programa Bolsa do Povo Educação, previsto desde abril. O programa consiste na contratação temporária de 20 mil responsáveis por estudantes da rede pública estadual para trabalhar nas escolas garantindo os protocolos sanitários frente à imposição do retorno das aulas recebendo R$500,00. Para se inscrever no programa a pessoa interessada precisa estar desempregada ao menos há três meses e morar em até dois quilômetros da escola, dentre outros critérios.

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Com este programa, Doria faz demagogia com a dramática situação de desemprego e miséria instalada no país, decorrente do negacionismo do governo Bolsonaro e a agenda econômica de Guedes, e também do governo do próprio governo Doria, que desde o início da pandemia não criou medidas de combate real da catástrofe sanitária no estado de São Paulo. Essa realidade ficou explícita na área da educação com a demissão de trabalhadoras terceirizados da limpeza e da alimentação das escolas em meio a pandemia, com a ausência de uma política de segurança alimentar, com professores sem aula atribuída que não puderam recorrer ao auxílio emergencial e foram deixados numa situação de miséria. Agora, demagogicamente, o governo oferece um recurso insuficiente em troca do trabalho nas escolas estaduais. Além disso, ignora a defasagem de trabalhadores no chão da escola para garantir que todos os protocolos sejam cumpridos e ao invés de contratar mais trabalhadores com todos os direitos necessários e efetivar os trabalhadores terceirizados sem concurso, cria esse programa com contratos temporários.

Frente à imposição do retorno inseguro das aulas, com essa medida, Doria expõe ainda mais a comunidade escolar à contaminação por Covid. Na semana passada, o governo do estado de São Paulo publicou resoluções liberando de maneira ainda mais irrestrita o retorno inseguro das aulas. Retirou o limite máximo de 35% de estudantes por sala por fora de averiguar as demais condições estruturais, como a ventilação, garantia da limpeza das salas e outras medidas necessárias, além dos estudantes ainda não terem sido vacinados, e determinou o retorno presencial dos professores que fazem parte do grupo de risco mesmo durante as reuniões de conselho escolar.

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O Esquerda Diário e o Movimento Nossa Classe Educação repudiam a imposição irrestrita do retorno inseguro nas escolas e a demagogia com essa medida de contratação que o governador do estado de São Paulo faz, assim como todos os ataques à educação. É urgente que a Apeoesp organize a luta dos trabalhadores da educação desde a base e com a mais ampla democracia para enfrentar esses ataques de conjunto que os governos de Bolsonaro e Mourão e também de joao Doria estão impondo para a classe trabalhadora e a juventude.




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