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Doria determina a volta do ensino presencial no estado sem vacinação de alunos

Apesar da condição insegura da estrutura escolar do estado, a Secretaria Estadual de Educação publicou nesta quinta-feira uma resolução que determina a volta dos profissionais da educação imunizados e a volta total dos alunos mesmo sem terem sido vacinados. Essa medida faz parte de um pacote que visa beneficiar os grandes empresários do ensino que querem a volta das atividades presenciais para garantir seus lucros.

sexta-feira 9 de julho | Edição do dia

Foto: Divulgação/Governo do Estado de SP

Todos os profissionais da educação no Estado de São Paulo que tiverem completado o ciclo vacinal terão que retornar ao trabalho presencial a partir de segunda-feira (12), data que entra em vigor a medida. Continuarão no trabalho remoto os profissionais com comorbidade ou que estejam com suspeita ou diagnóstico confirmado de covid-19 ou àqueles que se recusam a tomar vacina.

Essa medida veio no rastro de outra medida promulgada por Dória na quarta-feira (07) na qual retirou o limite máximo de 35% de presença de estudantes por sala de aula e aprovou a volta do ensino superior presencial. As novas regras valem a partir de 2 de setembro na rede estadual quando o secretário de educação do Estado , Rossieli, pretende obrigar os alunos com menos de 18 anos (a maioria) retornarem às escolas sem estarem vacinados colocando eles e seus familiares em risco.

Seguindo o rastro dos interesses dos grandes empresários da educação e dando as costas para a vida dos trabalhadores e da população, o governo do estado vem avançando na volta irresponsável das aulas. Grande parte das escolas não têm as mínimas condições de receber seus alunos com salas de aula sem ventilação, falta de insumos de limpeza para garantir a higienização adequada tanto para os espaços quanto para os alunos sendo que nem mesmo máscaras são fornecidas aos profissionais que tem que bancar do próprio bolso a aquisição desse EPI tão básico.

A condução desastrosa da pandemia seja nos níveis federal, estadual e municipal se evidencia na educação quando em 2021 aumentaram em 128% o desligamento por mortes entre os profissionais da educação. Esse realidade nacional demonstra como que o negacionismo Bolsonarista é acompanhado por um profundo descaso de governadores e prefeitos que a cada passo demonstram que não se importam com a saúde e a vida da população e da juventude.

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Queiroga, ministro da saúde do governo Bolsonaro defendeu no último dia 21, que os professores retornassem ao ensino presencial mesmo sem terem tomado a vacina. Que pese a diferença do posicionamento dele com as medidas do Doria no estado em relação a vacinação, é certo que os dois fazem coro com os interesses dos grandes tubarões do ensino quando negligenciam, cada um à sua maneira, a importância das medidas de proteção da vida de professores, funcionários e estudantes.

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