DEMISSÕES

Dória demite centenas de funcionários terceirizados do Detran-SP

Até o momento, cerca de 340 funcionários terceirizados foram demitidos em função da reestruturação que o órgão vem passando nas últimas semanas

sexta-feira 14 de agosto| Edição do dia

Fonte: Governo do Estado de São Paulo

No Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), a precarização do trabalho se torna mais uma vez a face da terceirização. A demissão de 340 terceirizados antes do encerramento de seus contratos, pegos de surpresa após reestruturação e vídeos de unidades sendo desmontadas, é exemplo de mais um ataque aos trabalhadores que o governo Dória vem demonstrando como padrão. Em função de uma adaptação dos serviços do Detran para serem operados através da internet, vem se acarretando diversas mudanças nas três unidades de atendimento desse órgão na capital (Guarapiranga, Armênia e Aricanduva).

Porém esses mesmos trabalhadores que vem sofrendo esse ataque vem se organizando para levantar um abaixo-assinado que já tem mais de mil assinaturas para não fechar as unidades, assim como participaram de um ato em protesto por essas demissões na última segunda-feira (10).

Esse episódio está num marco de uma intensificação de ataques destinos à classe trabalhadora nos últimos anos e que vem se agravando mais ainda com o governo Bolsonaro, sobretudo em meio a essa pandemia. Também se escancara que o próprio governador Dória, e tantos outros atores desse regime, cumprem com esse papel de precarização da vida e do trabalho e compactuam com esse mesmo princípio de que, em meio a essa crise, são os trabalhadores que pagarão por ela, a começar pelos precarizados, como os terceirizados, enquanto uma categoria na qual os trabalhadores se veem mais flexibilizados e com cada vez menos direitos.

Por outro lado, enquanto essa ponta de sofrimento vem se deparando com esses ataques, diferentes categorias vem sendo atingidas massivamente a nível nacional, perdendo seus direitos, diminuindo sua renda ou mesmo sendo demitidos. Algo que a própria implementação das MPs 927 e 936 mais recentemente vem sendo fundamentais para garantir esse cenário. Algo que demonstra ainda mais a necessidade das centrais sindicais romperem com sua paralisia e imobilização perante a esses ataques e unificar cada uma dessas categorias, assim como os desempregados para lutarem juntos contra esses processos. Lutando para que todos os trabalhadores terceirizados sejam efetivados sem a necessidade de concurso público e para que sejam proibidas as demissões, assim como qualquer redução salarial ou retirada de direitos, por exemplo.

O ataque aos terceirizados durante a pandemia vem acontecendo por todo o país, demissões em massa aos trabalhadores mais vulneráveis em um momento de tamanha fragilidade econômica e sanitária. Demissões que são justificadas pela necessidade de se respeitar tetos de gastos e responsabilidade fiscal, como diz o presidente ao se pronunciar nesta quinta feira (13). Demissões que são consequências de um sistema explorador e de um regime incapaz de garantir qualidade e segurança de vida para todos os trabalhadores.

Essa contradição evidencia a necessidade de uma mudança profunda, que parte da necessidade dos trabalhadores, que sabem e entendem das dificuldades e abusos que sofrem, para questionar esse sistema e esse regime, lutando por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, na qual poderemos questionar essas leis e regras que só visam atacar a classe trabalhadora, nos tornando sujeitos para decidir os rumos do país. Por isso, desde o MRT e Esquerda Diário, lutamos pelo Fora Bolsonaro, Mourão e os militares, porque sabemos que essas diferentes alas do regime não só executam, como também perpetuam essas regras que só nos prejudica.




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