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ESCOLAS E PANDEMIA | Dória declara férias nas escolas e esconde que educadores têm razão sobre retorno inseguro

Anúncio de Dória sobre antecipação do recesso escolar na rede estadual de São Paulo é um recuo claro frente ao nível alarmante de mortes e casos, mas busca esconder como os professores que estão em greve pela vida desde a imposição do retorno presencial, sempre tiveram razão sobre a falta de condições para um retorno seguro.

quinta-feira 11 de março | Edição do dia

Imagem: Prefeitura de Montanha/Divulgação

Em meio ao anúncio de recordes diários no número de mortes e casos no país, e em São Paulo em particular, Dória, demagogicamente, anunciou medidas restritivas no estado de São Paulo, entre as quais está a antecipação do recesso escolar na rede estadual a partir do dia 15, deixando as escolas abertas somente para retirada de material didático e alimentação.

Apesar disso, o governo não determinou o fechamento das escolas municipais e privadas, apenas recomendando que o fizessem. Cabe também aos municípios definir se as unidades estaduais em suas cidades mantêm ou não as aulas presenciais.

Hipocritamente, o mesmo Doria veio cortando salário dos professores que decretaram greve pela vida desde o momento em que seu governo impôs um retorno inseguro. O governo não se importou em atacar o salário dos professores, que nunca deixaram de trabalhar, muito pelo contrário, seguiram com jornadas ainda mais extensas em home office para atender os estudantes que enfrentam diversas dificuldades com as aulas por vias digitais.

O governo Doria que agora faz demagogia com o anúncio de medidas restritivas, tentou impor seu negacionismo disfarçado às escolas de forma autoritária e sem qualquer diálogo franco, direto e legitimo com a comunidade escolar. Este Esquerda Diário veio sistematicamente denunciando as péssimas condições das escolas e total falta de segurança para um retorno presencial que só levou a piora dos níveis de contaminação.

Inclusive, essa medida que antecipa o recesso mas mantém o funcionamento das escolas para alimentação dos estudantes que precisam, faz com que os trabalhadores terceirizados da alimentação e limpeza, além do pessoal administrativo, que já sofrem diariamente com menores salários e precarização, sejam os que continuem mais expostos tendo que ir às escolas. A única forma racional para manter a segurança desses trabalhadores seria com testagem permanente e garantia de todo material sanitário necessário ou concessão de um vale alimentação às famílias, com liberação remunerada desses trabalhadores para que possam fazer o isolamento.

Esse recuo do governo só demonstra sua demagogia por um lado, e por outro que os professores sempre estiveram certos e que são eles, junto com a comunidade escolar, os que são capazes de decidir em quais condições e como seria possível um retorno seguro das atividades presenciais.

Pode te interessar: Não à reabertura das escolas! Por um plano emergencial imposto pelas comunidades escolares!




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