Política

Documentos revelam compras de imóveis com dinheiro vivo pela família Bolsonaro

Levantamentos realizados em cartórios do Rio de Janeiro divulgam compras de imóveis por filhos e ex-esposa do presidente Bolsonaro em valores superiores a R$100 mil realizados com dinheiro vivo. Uma das compras custou 30% a menos que o valor de referência.

sexta-feira 25 de setembro| Edição do dia

Foto: Reprodução BBC News Brasil

Nesta semana documentos foram obtidos pelo O Globo declarando gastos em compra imobiliária por parte de filhos de Jair Bolsonaro em dinheiro vivo. Sabe-se que ao longo dos últimos anos a família do presidente comprou imóveis na cidade do Rio de Janeiro com altas quantias variando de 100 a 150 mil reais em espécie.

O levantamento de informações está registrado em dois cartórios da capital carioca demonstrando que os filhos de Bolsonaro compraram alguns imóveis com dinheiro vivo. Em 2016 Eduardo Bolsonaro pagou parte de um apartamento com R$100 mil em espécie, assim como em 2011 comprou um imóvel no bairro nobre de Copacabana com um valor 30% inferior ao que a prefeitura avaliava naquele momento, pagando R$110 mil também em dinheiro vivo.

O outro filho, Carlos Bolsonaro, igualmente comprou um imóvel no valor de R$150 mil em dinheiro vivo no ano de 2003. A prática remonta até mesmo à ex-esposa do presidente, Rogéria Bolsonaro, que em 1996 realizou uma compra de imóvel.

O filho mais velho, Flávio Bolsonaro, também participa da prática familiar de transações imobiliárias em dinheiro vivo e é investigado no caso das “rachadinhas” pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Apesar do discurso anticorrupção que Bolsonaro sempre evocou, tais levantamentos de compras no setor imobiliário com dinheiro em espécie, que são consideradas evidências da prática de lavagem de dinheiro, são justamente mais um caso que demonstra a demagogia e mentira que marcam a trajetória da família Bolsonaro, envolvida em casos polêmicos de esquemas de rachadinha e desvios.

Esses dados somente confirmam como as contas e finanças de grandes políticos e empresários se misturam com casos de corrupção e desvios. É preciso que as contas deles sejam abertas, que os crimes de corrupção sejam julgados por júris populares e não por ministros do STF, que além de escolherem de acordo com interesses particulares quem e o que é investigado, que ganham supersalários, com privilégios diversos e nunca foram eleitos por ninguém. Os bens dos corruptos devem ser retornado para uso das demandas da classe trabalhadora, da maioria da população pobre e que hoje sofre com as mazelas da Covid-19 e do crescente desemprego.




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