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INVASÃO AO CAPITÓLIO

Discurso de Biden pede respeito à lei, mas trumpismo mostra que só pode ser derrotado nas ruas

Em seu discurso, Biden apelou ao respeito à lei e exaltou a democracia dos EUA, enquanto o bando trumpista que invadiu o Congresso mostrou que só pode ser calado com a força das ruas.

quarta-feira 6 de janeiro| Edição do dia

No discurso que fez, o presidente eleito Joe Biden usou sua retórica para dizer que “nossa democracia está sob um ataque sem precedentes” como “nada que já tenhamos visto nos tempos modernos”. Chamou a invasão do bando trumpista de “um ataque à cidadela da liberdade”, um “ataque aos representantes do povo”, um “ataque ao domínio da lei como poucas vezes já vimos”. Ele afirmou ainda que tais cenas não representam “a verdadeira América”, não representam “o que nós somos”.

Biden caracterizou os invasores como “um pequeno número de extremistas dedicados à quebrar as leis”, e disse que não se trata de “dissenso”, mas de “desordem”, que “beira a sedição” e “deve acabar agora”.

Ele convocou “essa turba a recuar e deixar o trabalho da democracia seguir adiante”. Então, afirmou que “as palavras de um presidente importam”, e convocou Trump a ir a rede nacional para cumprir seu dever de obedecer a constituição e convocar o seu bando a recuar. Afirmou ainda que não se trata de “protesto”, mas de “insurreição”.

Em seguida, Biden passou a exaltar a história supostamente democrática dos EUA e tudo o que passou, como as guerras. Biden diz querer restaurar a “decência” e a “honra” nos EUA nos próximos quatro anos. Da mesma forma como procurou domesticar a fúria que se expressou nos atos massivos do Black Lives Matter para canalizar para as urnas a revolta, agota quer seguir que frente aos bandos trumpistas a solução é contar com uma polícia que mostrou bem a diferença de sua atitude quando se trata de enfrentar a escória da extrema-direita que quer invadir o congresso. Enquanto segue matando impunemente os negros, essa mesma polícia é a base de apoio trumpista, e a invasão de hoje é mais uma demonstração de que não é nas urnas que serão derrotados.

Biden afirmou que “não há nada que não possamos fazer quando fazemos juntos”, mas não há nenhuma possibilidade de que os trabalhadores conquistem seus direitos “juntos” aos representantes dos capitalistas como Biden, a representantes da polícia como Kamala Harris.




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