Juventude

RUMO AO 29M

Direção do DCE da UnB vai contra unificar estudantes e trabalhadores no 29M

Com mais de 200 pessoas, ontem aconteceu a Assembleia Geral dos estudantes da UnB. Junto de dezenas de estudantes, a Faísca defendeu a união entre trabalhadores e estudantes para o dia 29 e contra Bolsonaro, Mourão e todos os golpistas. Lamentavelmente, a gestão atual do DCE, composta por PT, PCdoB, Levante, PSOL, PCB, usou e abusou de manobras burocráticas, calúnias e até xingamentos desmerecendo uma militante mulher de nossa organização, para votar contra essa união.

sábado 29 de maio| Edição do dia

Mais de 200 estudantes foram à Assembleia Geral da UnB no dia de ontem, demonstrando enorme disposição de luta contra os cortes, com ódio do genocida Bolsonaro, mas também de Mourão e todos os golpistas desse regime, além de expressarem ampla solidariedade com a luta do povo palestino e colombiano.

Infelizmente, a majoritária da UNE, dirigida pelo PT, UJS e Levante, sistematicamente burocratizaram a reunião, tentando impedir os estudantes de votarem e inclusive xingaram uma militante de “burra”. É de se chamar a atenção a disposição do Juntos/PSOL e do Afronte/PSOL para caluniar e manobrar a reunião, da mesma forma que só se viu silêncio e consentimento dos stalinistas da Correnteza/UP e UJC/PCB. Infelizmente a oposição de esquerda da UNE demonstrou ampla conivência com a majoritária.

Para assistir a gravação da Assembleia do DCE transmitida na página do facebook deles, acesse aqui.

A gestão do DCE votou contra a unificação entre estudantes e trabalhadores no 29/M

Conforme defendemos no minuto 1:05:22, diante da paralisia da UNE por mais de um ano, numa total adaptação ao “fica em casa” - e que hoje se provou insustentável - bem como a separação das lutas feita pela CUT e a CTB, é fundamental que o DCE seja um instrumento de luta para exigir unidade. Juntos somos mais fortes para lutar contra Bolsonaro, mas também Mourão - precisamos confiar única e exclusivamente na força da classe operária!

Infelizmente, a oposição de esquerda da UNE atuou em bloco com a majoritária para votar contra a “Moção de exigência que a direção majoritária da UNE, composta pelo PT, PCdoB e Levante, e a CUT parem de dividir a nossa luta e chamem um plano de lutas unificado aos trabalhadores que comece no dia 29”. Mais de 30% dos estudantes votaram conosco (veja minuto 2:26:31), o que demonstra que, apesar do que diz a majoritária - “essa não é responsabilidade do DCE” (veja minuto 2:21:57) - muitos dos presentes acham um absurdo que as direções das centrais sindicais e estudantis - ambas dirigidas pelas mesmas organizações políticas, como a CUT dirigida pelo PT e a CTB pelo PCdoB - separem a luta!

Infelizmente, a minoritária da UNE, composta pelo PSOL, PCB e UP se calou e nada disse, blocando novamente com as direções burocráticas. Mais uma vez, se demonstra que a “frente ampla contra a direita”, nada mais é do que a união da esquerda com a burocracia para… manter a paralisia e dar passagem à direita. De que adianta a esquerda se aliar com o PT, PCdoB e Levante para defender a mesma política de separação das lutas?

Sobre a reforma da previdência de Edmilson/PSOL em Belém/PA

Os companheiros do Afronte/PSOL, lamentavelmente, se dedicaram a embarcar na onda da majoritária e nos acusar de “calúnia”, quando propomos que fosse votada como encaminhamento da assembleia “Moção de apoio aos trabalhadores de Belém - PA contra a reforma da previdência do PSOL” (veja por volta do minuto 2:12:00). Nos acusaram de fake news por defender os trabalhadores? Afinal, a reforma da previdência “caiu”, como disse o companheiro do Afronte/PSOL? O fato é que, pela pressão dos servidores públicos (e não por boa vontade do governo), Edmilson recuou temporariamente de sua reforma. Segundo a nota que os próprios companheiros mandaram: “O governo se comprometeu a não indicar a votação agora do projeto que majora a alíquota previdenciária de 11% para 14%.” Gostaríamos de destacar a palavra agora

Aparentemente o Afronte/PSOL e o Juntos/PSOL - esse último que, inclusive, tem um cargo nessa prefeitura, se sentiram um pouco incomodados por dizermos a verdade: com Edmilson à frente, o PSOL vai cada vez mais à direita, aplicando ataques que poderiam ser feitos por governos do PSDB ou qualquer outro partido burguês. Com a justificativa de respeitar a lei de responsabilidade fiscal, um mecanismo aprovado no governo FHC para estrangular os orçamentos municipais e aplicar ajustes quando a burguesia necessita, o governo que “iria combater o fascismo” despeja ataques contra os trabalhadores. Vale mencionar que Edmilson acaba de isentar de impostos as igrejas e participou nessa terça da inauguração do bilionário supermercado paraense Líder - cujo gerente comercial é um bolsonarista; o mesmo saiu em ataque à educação pública e aos professores e em suas redes sociais propôs: tirar “dinheiro da educação, faz 1 ano que eles pararam de trabalhar e não irão voltar tão cedo”. Deve ser por isso que os companheiros do Juntos e Afronte se dedicaram tanto a nos taxar de mentirosos, a verdade é um pouco dura demais, então preferem passar pano para alianças com as igrejas e milionários da cidade.

Leia mais: Servidores impõem suspensão temporária da reforma da previdência de Edmilson-PSOL em Belém

Curiosamente, a Correnteza e a UJC nada disseram, assim como fazem em relação à luta dos servidores em Belém, pois o prefeito Edmilson foi eleito com sua ajuda - eles estavam na coligação junto do PT, PCdoB e até mesmo partidos burgueses como REDE e PDT. Não é de se surpreender que demorou menos de um ano para a “prefeitura da esquerda” passar ataques. Mais de 30% dos estudantes votaram conosco nessa moção, demonstrando que a suposta “fake news” gerou bastante revolta entre os estudantes (ver minuto 2:20:00).

A gestão do DCE fez uma manobra para desviar a votação de nossa palavra de ordem

Depois de tantas manobras para confundir a base dos estudantes, uma que saltou os olhos foi em relação a nossa proposta de palavra de ordem para o ato: “Unificar estudantes e trabalhadores contra os cortes, por permanência e vacina! Fora Bolsonaro, Mourão e os militares!” Confira nossa intervenção:

Foi isso o que argumentamos, apesar da tentativa de não nos deixar falar, como se pode ver no vídeo. No entanto, a gestão foi além disso. Frente à nossa proposta, a gestão do DCE, ao invés de colocar a proposta que defendemos contra a deles, na verdade - pela mera vontade de sua direção -, colocou a votação das propostas em separado. Isso significa que primeiro se decidiu o que a direção quis e depois se votaria em separado uma contraposição a ela. Mais que isso: colocaram junto de sua proposta “mobilizar os cursos” e “ponto de encontro: faixa do DCE 9h na parada da biblioteca” - ora, quem é contra mobilizar os cursos e esse local de encontro?

E pior: a proposta da Faísca teve a maioria dos votos! Cerca de 60% dos estudantes (veja minuto 2:10:00) na assembleia votaram favoravelmente nossa moção de palavra de ordem - ou seja, a maior parte da assembleia concordou com nossa proposta, mas a gestão do DCE simplesmente ignorou sua deliberação soberana.

Perguntamos: qual será a palavra de ordem do bloco de estudantes da UnB?

Para derrubar Bolsonaro, não podemos confiar no Congresso que aprovou a LOA, no STF que mantém impune a chacina de Jacarezinho e não dá respostas sobre o assassinato de Marielle. A CPI da COVID é um teatro, um novo BBB para que continuemos assistindo as reformas e privatizações, enquanto a esquerda espera por Lula em 2022 administrar o regime com todas as reformas. Por isso propomos essa moção, pois apenas “Fora Bolsonaro” é o equivalente ao impeachment (que unifica Dória, Huck, Joice Hasselman, Kim Kataguiri e Alexandre Frota) - ou seja, colocar toda a força dos estudantes para implorar à Artur Lira colocar o racista general Mourão na presidência. Além disso, desde o golpe institucional de 2016, os militares estão em seu maior número no governo desde a ditadura militar.

Portanto, a nossa luta precisa ser nas ruas! Só iremos derrubar Bolsonaro, Mourão, os militares e todo o regime golpista com a força da nossa mobilização! Por isso, batalhamos na Assembleia da UnB e nacionalmente para que se conformasse uma exigência à direção da UNE para que ela organizasse um plano de luta unificado aos trabalhadores e que o 29M fosse apenas o pontapé inicial! Entendendo que não podemos ficar à mercê da decisão da direção majoritária da UNE, que no caso está atuando para dividir, precisamos unir a nossa luta com a dos trabalhadores, que tudo produzem. Dessa forma se faz ainda mais necessária que a Oposição de Esquerda exija isso e mais absurdo que ela atue junto da majoritária dirigindo o DCE da UnB para se colocar contra essa aliança! Precisamos de uma saída independente, que confie apenas na força da classe operária.

Leia mais:Eleições de 2022 não vão derrubar as reformas. Precisamos de uma nova assembleia constituinte

Para conhecer mais e debater essa ideias, mande uma mensagem para 61 99903-2711




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