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Inflação | Dieese: Mais de 40% dos reajustes salariais pelas empresas ficaram abaixo da inflação

4 em cada 10 ofereceram um índice abaixo do INPC, 40,8% das negociações salariais.

sexta-feira 27 de maio | Edição do dia

De janeiro até abril, grande parte das empresas não deu nenhum reajuste salarial, ou deu abaixo da inflação calculada “no” Índice Nacional de Preços do Consumidor. São muitas empresas e órgãos públicos que simplesmente não deram nenhum reajuste (a prefeitura do Rio de Janeiro é uma delas).

Segundo dados do Ministério de Trabalho e Previdência acessados pelo Dieese, dentre as empresas que negociaram algum tipo de reajuste salarial, 4 em cada 10 ofereceram um índice abaixo do INPC, 40,8% das negociações salariais. Em abril, somente 8% das negociações salariais superou o índice o INPC.

E isso que nestes dados não estão contabilizados ainda os reajustes de anos anteriores que foram, também, abaixo das inflações. Cada categoria de trabalhador tem a sua história de como teve o salário roubado pela patronal, e o cálculo do que a inflação corroeu nas suas condições de vida. Os pisos salarias revelam o estado em que se encontra a classe trabalhadora: o maior piso médio é o do comércio, de R$ 1.481,54, e o pior é o da indústria, de R$ 1.380,19.

A única forma de parar esse roubo é apoiando as mobilizações dos trabalhadores, como está sendo com a luta da CSN, como na fábrica da Chery. A solução é ferir o lucro patronal com uma lei que obrigue o reajuste imediato no mesmo momento em que a inflação atinge o poder de compra. Um gatilho automático de reajuste dos salários de acordo com a inflação.




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