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Diante do corte de R$ 1,1 bi nas federais, a UNE precisa organizar a luta no dia 30 pela base

O Congresso Nacional está votando a Lei orçamentária Anual, que propõe cortar cerca de R$ 1,1 bilhões das Universidades Federais. Com mais de 300 mil mortes pela COVID-19 e diante de todos os ataques à educação e às condições de vida, a UNE precisa construir efetivamente o dia 30 de março junto aos trabalhadores para barrar esses ataques.

quinta-feira 25 de março| Edição do dia

Está em votação no Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que pretende cortar 18% do valor destinado às Universidades e Institutos Federais, que significam R$ 1,1 bilhões. Se somar os cortes que o governo vem fazendo desde 2019, totalizaria 25% a menos no orçamento. Além desse ataque, pretende-se cortar 20% do valor destinado à permanência estudantil, cerca de R$ 200 milhões.

Essa redução do orçamento pode inviabilizar o funcionamento de Universidades em 2021, que já estão passando por uma situação delicada por causa dos cortes anteriores. Com os cortes, universidades como a UFES devem perder 18,2% de seu orçamento, na UFRGS, isso deve significar R$ 30 milhões a menos no orçamento, em meio a um cenário de pandemia que tem impactado diretamente a qualidade da educação com o ensino remoto.

Estamos vivendo um cenário em que cerca de 3 mil pessoas morrem por Coronavírus por dia. O desemprego só aumenta, assim como a precarização do trabalho da juventude. Os auxílio estudantis não são suficientes para todos os estudantes que precisam, somado ao fim do auxílio emergencial. Muitos estudantes sofreram cortes de bolsas em diversas universidades, e o endividamento de alunos de faculdades particulares bateu recordes. E tudo isso é responsabilidade do governo Bolsonaro e de todo o regime do golpe institucional, que quer fazer com que sejam os trabalhadores, a juventude e a população oprimida a pagar com suas vidas por essa crise.

Não podemos mais aceitar essa realidade!

Nós estudantes precisamos nos organizar para barrar todos os ataques à educação e às condições de vida. A UNE precisa parar com as ações midiáticas e construir efetivamente o dia 30 de março em cada universidade do país, se apoiando nos mais de 500 representantes de centros acadêmicos, diretórios acadêmicos e centrais e uniões estaduais que estiveram em sua reunião nacional no último sábado. Precisamos de Plenárias regionais de fato, assembleias, reuniões nos cursos, para que não seja uma mera data de calendário, e sim que exista na base dos estudantes que estão sentindo as profundas consequências do momento de crise em que estamos. Diferente do que a UNE (majoritariamente PT, PCdoB e Levante) diz, que precisamos pressionar os parlamentares para barrar esse corte à educação e apostar em uma saída institucional por dentro desse regime podre, canalizando nossas forças para 2022, nossa tarefa é nos organizar junto com os trabalhadores sem nenhuma confiança nesse regime golpista para derrotar os cortes.

Por isso, fazemos um chamado em particular às entidades dirigidas pela Oposição de Esquerda da UNE (PSOL) para que possamos dar um exemplo alternativo à direção majoritária burocrática, somando também à exigência para que tenhamos espaços pela base. Aglutinando nossas forças, podemos ser um polo anti-burocrático do movimento estudantil nacional.

Temos que organizar uma luta que se coloque contra o governo negacionista do Bolsonaro, Mourão e todos os golpistas que querem atacar nossos direitos, nos colocando contra os cortes e contra a reacionária Lei de Segurança Nacional, defendendo uma educação que esteja a serviço de combater a pandemia e salvar vidas. Em unidade com os professores, com os profissionais da saúde e com o conjunto dos trabalhadores, nós estudantes podemos impor um combate efetivo à pandemia, defendendo um auxílio emergencial digno, a quebra de patentes das vacinas, anulação das reformas e um plano emergencial para a crise sanitária.

Saiba mais: Por uma campanha da juventude: abaixo a Lei de Segurança Nacional, fora Bolsonaro e Mourão

Não podemos confiar que os governadores, que também são responsáveis pela calamidade que estamos vivendo, vão dar uma saída para a pandemia. Precisamos de uma saída independente, a partir da luta da nossa classe, para barrar os ataques à educação e impedir que pessoas sigam morrendo pela COVID-19. A única força social capaz de dar uma saída para os problemas que estamos enfrentando é a nossa classe, que pode impor uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, que decida todos os rumos do país. Dessa forma, podemos atacar os problemas desde a raíz, fazendo com que sejam os trabalhadores e a população que decida como combater a pandemia.




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