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RACISMO

“Deus perdoe os torturadores”, defendem bolsonaristas vestidos de Ku Klux Klan em Goiás

Ato ocorreu em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, erguida por escravizados e para a população negra no século XVIII, devido à segregação racial da época.

segunda-feira 3 de maio| Edição do dia

Imagem: Reprodução / Twitter / Natália Pessoni

Os manifestantes usavam roupas que lembravam aquela dos farricocos, utilizadas na Procissão do Fogaréu antes da Páscoa, mas que claramente faziam alusão à seita terrorista e racista da Ku Klux Klan, que surgiu nos Estados Unidos.

Os manifestantes tinham placas que ainda diziam: “nosso Brasil pertence ao senhor Jesus. Direita com Bolsonaro”. Em 2018 um dos antigos líderes da seita elogiou o programa de Bolsonaro e disse: “ele soa como nós”.

A Associação Cultural Pilão de Prata repudiou a manifestação e denunciou: “Justo em solo sagrado e patrimonial da cultura afro-brasileiro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos erguida às custas do flagelo do povo negro e de seus remanescentes. Inescrupulosos caminharam pelo território quilombola em afronta à vida destes que carregam consigo o legado de seus antepassados”.

Ano passado trabalhadores da diversos países se levantaram com o Black Lives Matter contra a violência e assassinato de crianças, jovens e trabalhadores negros: é preciso usar a força da classe trabalhadora para lutar contra o racismo da extrema-direita, da polícia e do Estado.

Leia também: Ato antirracista em Porto Alegre repudia homenagem bolsonarista à Ku Klux Klan




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