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Desmatamento na Amazônia alcança nível histórico no governo Bolsonaro

terça-feira 19 de novembro de 2019| Edição do dia

O projeto PRODES, sistema de monitoramento do desmatamento da Amazônia do INPE, divulgou nesta segunda (18) dados de que foram destruídos 9762 quilômetros quadrados de área da floresta Amazônica entre agosto de 2018 a julho de 2019. Isso significa um aumento de 29,5% em relação ao período anterior.

Os estados do Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso representam 84% do total desmatado, ou seja, cerca de 8213 quilômetros quadrados.

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, e Marcos Pontes, ministro da Ciência e Tecnologia, estavam presentes na divulgação. Pontes sinalizou mais militarização da área para o desenvolvimento de ciência contra o desmatamento e Salles destilou demagogia de possibilidade de voltar o Fundo da Petrobrás para reativar medidas contra o desmatamento, mas, principalmente, negou o salto no índice do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro. "Grande parte dos problemas vem de gestões anteriores", disse Salles.

Bolsonaro chegou a sinalizar no início do ano que iria fundir o Ministério do Meio Ambiente e o da Agricultura, além de criticar a fiscalização ambiental, nitidamente declarando seu apoio ao agronegócio.

Inclusive, seus ministros fazem esquecer o número recorde de queimadas da Amazônia neste ano, um dos maiores símbolos da tragédia capitalista reservada ao meio ambiente. E o discurso de negação e contestação dos problemas ecológicos de Bolsonaro foi o que estimulou ainda mais o agronegócio para explorar as terras amazônicas para o crescimento de seus lucros com soja e pastagens.

O capitalismo destrói o planeta, destruamos o capitalismo, varrendo com ele da face da Terra seus representantes parasitários. É necessária uma completa reorganização racional e ecológica da produção, distribuição e do consumo, para instaurar um sistema baseado na solidariedade, que recomponha racionalmente o metabolismo natural entre a humanidade e a natureza, e que reorganize a produção social respeitando os ciclos naturais sem esgotar nossos recursos, terminando, ao mesmo tempo, com a pobreza e as desigualdades sociais.




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