Sociedade

A SEGUNDA PESSOA MAIS RICA DO MUNDO

Desigualdade desenfreada: Elon Musk ganhou 7.200 milhões de dólares em um único dia

A raiz foi uma diisparada no valor das ações da Tesla. Dessa forma, ele tirou Bill Gates do segundo lugar no índice de bilionários da Bloomberg.

quarta-feira 25 de novembro de 2020| Edição do dia

O criador da marca de carros elétricos Tesla, entre outras incursões como Space X e Neuralink, foi um dos bilionários que mais viu crescer seu patrimônio e o valor de suas empresas, em meio à pandemia que assola as condições de vida da grande maioria das pessoas no mundo. Até o momento, o magnata somou em seus cofres o valor de 100.300 milhões de dólares, o maior valor alcançado nesse período pelos ricos que compõem o índice Bloomberg.

Com o retumbante aumento nas ações da Tesla nesta segunda-feira, ele adicionou $ 127,9 bilhões de patrimônio líquido total, ultrapassando Bill Gates, que ficou em segundo no ranking com $ 127,7 bilhões. Ficou assim só abaixo de quem hoje continua a ser o homem mais rico do mundo, Jeff Bezos, dono da Amazon, com uma fortuna total de 182.000 milhões de dólares.

Musk causou polêmica em julho por meio da rede social Twitter, sugerindo que " dariam os golpes que quisessem". Seu tweet, que mais tarde foi excluído, foi em resposta a um usuário criticando o governo dos Estados Unidos pelo golpe contra Evo Morales na Bolívia.

O ano marcado pela pandemia do Coronavírus aprofundou as desigualdades no mundo. Enquanto milhões de pessoas em todo o mundo sofreram uma deterioração significativa em suas condições de vida, uma pequena minoria continua a enriquecer e a concentrar grandes proporções de riqueza.

Em documento divulgado em meados de outubro, o FMI alertou que 90 milhões de pessoas podem cair na pobreza extrema, definida como vivendo com menos de US $ 1,90 por dia. No mesmo sentido, por sua vez, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), registrou que a redução global das horas trabalhadas no segundo trimestre de 2020 em relação ao quarto trimestre de 2019 foi equivalente à perda de 400 milhões de empregos em tempo integral.

A pandemia do Coronavirus mais uma vez mostrou como os ricos aproveitam as grandes crises para enriquecer ainda mais, enquanto camadas crescentes da população são lançadas na pobreza extrema.




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