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Novos nomes para velhas práticas | “Desestatização” da Carris é uma ova! O nome é privatização e vai gerar demissão e precarização!

O senhor Melo e a RBS acham que o povo é burro, só pode! A nova moda agora é chamar privatização de “desestatização”, como se fossem coisas completamente diferentes. Acontece que a privatização da Carris só vai gerar mais demissões, colocar pais e mães de família no olho da rua e precarizar ainda mais o já sucateado sistema de transporte público da cidade de Porto Alegre.

segunda-feira 23 de agosto | Edição do dia

A novidade do mundo liberal de hoje é a chamada “desestatização”, um nome gourmet para a velha prática de vender o nosso patrimônio público para um punhado de capitalistas. Mais conhecida também como “privatização”. Os políticos de hoje, como Sebastião Melo, passaram a usar o novo termo porque pega muito mal "privatizar" as coisas. “Desestatizá-las” parece ser algo mais light, menos duro, mais novo, mais chique… dessa forma, além de enriquecer os seus amigos, eles também testam a nossa inteligência.

Acontece que privatizar e desestatizar é rigorosamente a mesma coisa! Não há nenhuma diferença, nenhuminha, nem se a gente procurar em offshore no Caribe ou naqueles vídeos malfeitos do Olavo de Carvalho no Youtube a gente acha. Então por que raios mudar o nome? Porque privatizar, afinal, pega mal. Tem muita gente que sabe o real significado dessa palavra.

Grandes privatizações no Brasil carregam a marca assassina de empresas como a Vale do Rio Doce, responsável pelas barbaridades de Brumadinho e Mariana, cujos criminosos seguem impunes até hoje. Foram centenas de mortos soterrados pela lama da "desestatizada" Vale. Quando ela foi privatizada, literalmente milhares de trabalhadores foram demitidos. Privatizar lembra demissão.

Privatização lembra "privataria", que remete às propinas entregues aos políticos e burocratas estatais durante os processos de vendas de estatais, como bem mostra a história das privatarias tucanas da década de 1990. Tem gente que ganha muito com privatização e a possibilidade de venda da Carris está levando muito empresário à loucura.

Privatização lembra "apagão", como bem mostrou o drama dos moradores do Amapá que no ano passado levou 13 municípios (dos 16 existentes no estado) a ficar completamente sem luz durante quase um mês!

Privatização lembra sucateamento. Se venderem a Carris, o objetivo da empresa será tão somente o lucro do empresário. Pra isso eles vão cortar verbas de manutenção, de força de trabalho, de limpeza e vão tirar o couro do peão ainda mais para lucrar mais e mais. Quer ver um exemplo? Durante a pandemia as empresas privadas literalmente largaram as linhas deficitárias porque não davam lucro, porque tinha menos passageiro. Advinha quem encampou elas? A Carris! Isso ocorreu porque é uma empresa pública. Se fosse controlado pelos trabalhadores, então, o transporte de conjunto atenderia a demanda e as necessidades da maioria, não o lucro de uma minoria endinheirada.

Privatização lembra gente enriquecendo às custas de gente empobrecendo. Se a proposta de Melo passar, vai ficar mais fácil para passarem a extinção dos cobradores e a patronal vai patrolar a categoria. Os empresários vão lucrar ainda mais, com linhas superavitárias e uma estrutura inequiparável na cidade, enquanto muita gente vai perder o emprego e ampliar os altos índices de desempregados.

Privatização deixa banqueiro e grande empresário feliz da vida, não a toa Paulo Guedes, Leite e Bolsonaro estão ávidos por vender tudo o quanto conseguem no país. Por isso Melo precisa mostrar serviço. E por isso também o grande capital financeiro tanto apoia esse governo, eles foram os que mais lucraram durante a pandemia que levou milhões à fome, à doença e à miséria.

Só não privatizaram a Carris ainda graças à enorme força dos trabalhadores que a constrói todos os dias, junto de boa parte da população. Mas o perigo é iminente, por isso a necessidade de avançarmos nessa luta para ela triunfar. É urgente fortalecermos a greve dos rodoviários em Porto Alegre. Aqui apresentamos 4 propostas para vencermos Melo e sua nefasta privatização.




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