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CRISE SANITÁRIA NO AMAZONAS

Descaso no Amazonas:338 pacientes com COVID-19 aguardam por leitos de UTI

Em mais um capítulo do descaso dos governantes frente à Pandemia de Covid-19 no Estado do Amazonas, temos a triste realidade em que mais de 338 pacientes estão na fila de espera para poderem ter acesso à UTI.

sábado 13 de fevereiro| Edição do dia

Imagem: G1

Em mais um capítulo do descaso dos governantes frente à Pandemia de Covid-19 no Estado do Amazonas, temos a triste realidade em que mais de 338 pacientes estão na fila de espera para poderem ter acesso à UTI.

Diante da saturação do sistema de saúde as pessoas tem recorrido à judicialização para garantir o direito básico à vida conforme o portal de notícias G1 aponta ao citar casos específicos de pessoas como Jairo Bezerra, de 77 anos, morreu no sábado (6) e Paulo Teixeira, de 75, quarta-feira (10). Eles estavam internados num hospital e tinham decisões judiciais que determinavam que o estado do Amazonas providenciasse leitos de UTI para o tratamento da doença.

Com o agravamento da infecção pelo Sars-Cov-2 e o grande número de pessoas que necessitam de UTI, o sistema de saúde do Estado ficou saturado e qualquer pessoa que necessite desse serviço tem agora que entrar numa fila para poder ser atendido. O grande problema é justamente a balança entre tempo e vida, geralmente quando o paciente necessita ser intubado numa UTI é porque o estado de saúde é grave e necessita de cuidados especializados.

Cabe destacar que de acordo com os dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Estado do Amazonas apresente um total de 9.753 mortes por Covid-19, estando entre os 10 Estados com mais óbitos pelo Sars-Cov-2. Outro dado relevante é que a taxa de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 da cidade de Manaus (Capital do Estado), que concentra boa parte das internações apresenta quadros superiores a 80% de ocupação, inclusive os leitos das forças armadas estariam com 100%

Contudo, uma informação curiosa a respeito dos leitos das forças armadas é que os hospitais militares, mesmo com uma demanda grande, estavam com leitos vazios. O mais curioso é que em nenhum momento o Governo do Amazonas fez pedido para requisitar esses leitos, que estão reservados aos militares.

Veja mais em: Mesmo com colapso, hospitais militares do AM reservam seus leitos

Em uma clara tática de manter os privilégios da alta cúpula da horda militar, não há nenhuma atenção à catástrofe que o povo do Amazonas tem vivenciado com mortes por falta de oxigênio e médicos tendo que escolher quem vive e quem morre.




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