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Trabalhadores municipais de Campinas | Derrotar a Reforma da Previdência de Dário: todos ao ato nessa sexta-feira (05)!

Frente às crises sanitárias, econômica, política e social, com o aumento da miséria, fome, desemprego, Dário Saadi elege sua prioridade: atacar os trabalhadores municipais de Campinas.

sexta-feira 5 de novembro | Edição do dia

Imagem: JPNews Campinas

Mais uma vez, os trabalhadores municipais de Campinas têm sua Previdência e aposentadoria na mira dos políticos burgueses. O ex prefeito, Jonas Donizete, do PSB, depois de muito tentar passar esse ataque em 2018, inspirado no Dória, e barrado com a luta dos trabalhadores municipais na época, conseguiu impor com a ajuda dos vereadores, a Reforma da Previdência em plena pandemia, se aproveitando da crise sanitária que estava se instalando no país.

Como atacar os trabalhadores é a prioridade número um dos políticos da patronal, com a gestão de continuidade do governo de Jonas, Dário Saadi, do partido conservador e base de apoio de Bolsonaro, o Republicanos, não contente com o aumento de 11% para 14% na alíquota de contribuição dos servidores para o Camprev, apresentou o PLC 56/2021 que institui o regime de Previdência Complementar em Campinas, ampliando a retirada de direitos de todos os trabalhadores municipais.

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Com o PLC 56/2021 as regras atuais continuam para as remunerações até o teto do INSS. Já para a parte da remuneração que está acima do teto, é imposto ao trabalhador a adesão ao Plano de Previdência Complementar. E, para essa parte, o trabalhador terá o desconto da alíquota de 8,5% e a prefeitura, contribuirá com o mesmo valor, bem diferente da proporção de hoje com os 14% pelo servidor e o dobro, 28% pela prefeitura.

Esse enorme ataque, na prática significa uma grande redução nas aposentadorias dos servidores. Estes, inclusive, não saberão o valor total do seu direito até o momento da aposentadoria, uma vez que o projeto prevê que dependerá dos resultados dos investimentos que serão feitos com os montantes das contribuições. O PLC 56/2021 será aplicado para os novos trabalhadores da rede municipal de Campinas, mas tem impacto na vida de todos os servidores já que essas mudanças caminharão para um desfinanciamento do Camprev e ainda criam cargos para um Comitê Gestor do Regime de Previdência Complementar que serão indicados pelo prefeito e remunerados, sem que os trabalhadores participem das decisões sobre seus direitos.

A Reforma da Previdência de Dário impõe aos trabalhadores uma incerteza em relação ao futuro, justamente em um momento em que o salário da maioria da população do país é corroído pela inflação e o aumento da carestia de vida, impossibilitando qualquer tipo de poupança para o futuro, já que está cada vez mais difícil comprar alimentos, pagar contas, aluguel e manter as necessidades básicas do dia-a-dia.

Para derrotar essa reforma e um futuro de miséria, os trabalhadores de Campinas já sabem o caminho: só com luta e organização é possível manter os nossos direitos. Há alguns meses, a greve da MRV mostrou que a força dos trabalhadores organizados é o que pode arrancar nossas demandas.

O Sindicato dos trabalhadores municipais de Campinas (STMC), recém reeleito, continua de braços dados com a prefeitura, sem chamar assembleias das categorias, sem organizar os trabalhadores e a luta nas escolas, na saúde, na assistência social, continuando seu legado de pelegagem e acordos com os governos.

É preciso que o STMC organize essa batalha com cada trabalhador e trabalhadora, e que os servidores municipais de Campinas se organizem em cada local de trabalho para tomar essa luta em suas mãos. É necessário obrigar o sindicato a se movimentar, escolhendo cada passo dessa batalha e unindo nossas forças com outras categorias que estejam mobilizadas, como as agentes de organização escolar do Estado.

Os trabalhadores, as oposições da categoria, os movimentos sociais da cidade, precisam se unificar para exigir que o STMC rompa sua paralisia, mas também, para impulsionar a auto-organização dos trabalhadores.

Para dar o primeiro passo coletivo nessa luta é urgente que os trabalhadores possam ir ao ato chamado pelas oposições nessa sexta-feira (05) na Câmara Municipal às 15 horas, respaldados pelo sindicato para se ausentar dos postos de trabalho, e iniciar uma mobilização que é o único caminho para que a Reforma de Dário seja derrotada.

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