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Deputada argentina Myriam Bregman repudia a visita de Bolsonaro e exige justiça por Marielle Franco

"Nosso compromisso de luta é continuar exigindo de forma consistente, por meio da mobilização, justiça para Marielle", afirmou a parlamentar do PTS na Argentina, Myriam Bregman.

sexta-feira 12 de março| Edição do dia

Neste domingo (14) se completam 3 anos do assassinato de Marielle Franco. Na câmara municipal de Buenos Aires, foi aprovada a colocação de uma placa na estação de metrô Rio de Janeiro da cidade argentina. “Bolsonaro fique em casa”, alertou Myriam Bregman.

Nesta quinta, na Assembleia Legislativa de Buenos aires, foi aprovada a colocação de uma placa em homenagem à Marielle, reconhecida militante no Brasil, cujo assassinato chegará ao terceiro ano. Espara-se nas próximas semanas a visita do presidente brasileiro, organizada pelo Governo nacional argentino.

Marielle Franco transformou-se em um símbolo da luta contra o regime golpista e de Bolsonaro no Brasil. Seu brutal assassinato foi repudiado por manifestações em vários países do mundo, incluindo na Argentina.

Marielle foi uma ativista brasileira, negra e de esquerda, assassinada há 3 anos no Brasil por denunciar junto ao seu partido, o PSOL, “os grupos paramilitares e forças armadas que atuam nas favelas do Rio de Janeiro. Além disso, Marielle era uma ativista defensora dos direitos dos mais pobres, dos ngeros, dos LGBTI e denunciava toda essa situação brutal de repressão que se vive no Rio e em todo o Brasil”, recordou Myriam Bregman, parlamentar do Partido dos Trabalhadores Socialistas (PTS) parte da Frente de Esquerda na Assembléia de Buenos Aires.

Já passaram 3 anos desde o assassinato brutal e são três anos de impunidade. Como disse Myriam Bregman, “agentes do próprio regime golpista são os que estão mais indicados como responsáveis do cruel assassinato”. Para além das claras diferenças de Bregman com o PT brasileiro, colocou-se de frente no enfrentamento ao golpe institucional no “país hermano”. “O mesmo regime golpista cujo último escândalo saído à luz foi como a perseguição e proscrição escancaradas à Lula, para que pudesse ganhar o candidato Bolsonaro, hoje presidente do Brasil”.

Por isso, “A dois dias do 24 de março, quando aquí estaremos comemorando mais um aniversário do golpe genocida na Argentina, Bolsonaro visitará nosso país, por isso deizemos Bolsonaro fique em casa. Porque é um defensor dos regimes golpistas e das ditaduras da região” denunciou Bregman, junto a sua companheira de bancada, Alejandrina Barry, filha de desaparecidos da ditadura argentina, enquanto chamaram a repudiar essa visita protocolar organizada pelo embaixador argentino no Brasil, Daniel Scioli.


Myriam Bregman em manifestações no Brasil com seus companheiros do MRT e do Esquerda Diário.

Myriam Bregman esteve nas manifestações no Brasil, junto com seus companheiros do Movimento Revolucionário dos Trabalhadores, denunciando o golpe institucional e o assassinato da Marielle. Por isso, fala com muita consciência: “Nosso compromisso de luta é continuar exigindo de forma consistente, por meio da mobilização, justiça para Marielle. Mas, também exigimos uma investigação independente, porque a justiça faz parte do regime golpista ”




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