Política

BOLSODÓRIA

Depois de reprimir atos contra Bolsonaro, Dória diz que #BolsoDoria nunca existiu

terça-feira 30 de julho| Edição do dia

Capa: Luiz Claudio Barbosa-27.out.18/Código19/Agência O Globo

Mirando em 2022, Dória agora diz não é apoiador de Bolsonaro - apesar de ter passado a maior parte do tempo em comitivas com o presidente em busca da aprovação de ataques contra os trabalhadores. A declaração foi dada hoje em entrevista à CBN, disse:

’Nós nunca tivemos alinhamento com o governo Bolsonaro’

Esta declaração se dá no contexto das declarações abertamente reacionárias de Bolsonaro que servem para defender os crimes cometidos pelos militares durante a ditadura. O estopim foi quando Bolsonaro insultou a memória de Fernando Santa Cruz, militante de esquerda assassinado em 1974 pela ditadura.

Dória conta mais uma de suas histórias que ninguém é capaz de acreditar, dizendo que Bolsonaro teria começado a defender a ditadura depois de eleito. Mas não só Bolsonaro sempre defendeu a ditadura, como defendeu notórios torturadores, com quando defendeu o Coronel torturador Brilhante Ustra durante a votação do impeachment de Dilma Rousef. Os capitalistas preferem hoje posar que são contra os crimes da ditadura: terceirizaram esta responsabilidade para o exército. Mostram novamente a sua covardia, pois são ávidos apoiadores dos ataques econômicos feitos por Bolsonaro contra os trabalhadores, e em nome destes ataques pouco lhes importa as declarações de quem quer que seja o governo de plantão - porque capitalistas e burgueses nunca em momento algum na história deste país estiveram de nenhuma maneira comprometidos com qualquer tipo de democracia. A única liberdade que defendem é a liberdade para melhor explorar o trabalho dos outros.

Leia mais: Pablito: "Defendemos a punição de todos os torturadores e abertura dos arquivos da ditadura"

Como pode-se ver em inúmeras imagens, Dória não só apoiou Bolsonaro, como ainda endossou a chapa não oficial "BolsoDória". Além disso, fez de sua atuação no Governo do Estado de São Paulo um verdadeiro quartel general para a aprovação da reforma da previdência, fechando apoio com governadores e reprimindo as manifestações de trabalhadores e da juventude - até com demissões como no Metro de SP, fossem elas contra a reforma ou fossem contra os ataques na educação feitos por Bolsonaro.

Dória está tentando escalar na maré pseudo-opositora de uma parte da imprensa Burguesa, que apoia Bolsonaro em defesa da reforma da ditadura, mas que finge reprovar suas declarações racistas, machistas e contra a liberdade de imprensa. Esta ala (Estado de São Paulo, Folha, Globo) está mais alinhada com o tucanato do PSDB - como é o caso da Folha de SP que preferia mil vezes Alckmin à Bolsonaro.

Todos, da Folha à Globo, passando por Dória, foram agentes do golpe institucional, e apoiadores ativos da Lava Jato quando esta serviu para prender Lula e levar Bolsonaro ao poder. É que eles, por sua vez, apostavam que o PSDB iria ocupar este lugar. "Filho de papai" normalmente é aquele que não assume as responsabilidades pelos próprios atos. No caso de Dória, precisará de muita ajuda da imprensa para convencer alguém disso.

Leia mais: A cínica entrevista do ex-presidente do PT e a necessidade de uma estratégia baseada na luta de classes




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