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Denúncia: Trabalhadores adoecem devido às condições de trabalho nos hospitais em Natal-RN

Há 9 dias, acontece a greve dos servidores municipais de Natal-RN da área da saúde pelas péssimas condições de trabalho e pela reivindicação de seus direitos, que não são pagos pela prefeitura.

sexta-feira 13 de dezembro de 2019| Edição do dia

Confira relato de servidor do Hospital Municipal de Natal Newton Azevedo, em relação ao adoecimento dos funcionários pelas péssimas condições de trabalho:

"Entrei no HMN em 2018, em janeiro já senti o peso dos plantões, fevereiro [senti] sintoma de resfriado, em março [apresentei] atestado por sinusite com prescrição de antibiótico, em maio tive breve contato em leito com paciente com H1N1 e tive sintomas de resfriados (mas era vacinado), em junho novamente rinosinusite e novo antibiótico.

10 dias depois, novo episódio com seguimento para especialista otorrinolarigologista que identificou que a raiz de todo o processo de adoecimento depois de entrar no HMN era a quantidade de mofo. Prescreveu corticóide de uso local para uso contínuo, enquanto eu trabalhasse nesse ambiente e fez um laudo recomendando readequação do local de trabalho, endossado pela alergologista, por médico da saúde da família e comunidade, e gastroenterologista (pois as crises de gastrite e refluxo ressurgiram no ambiente de trabalho e estavam refratárias ao tratamento e pioravam o quadro respiratório).

A prefeitura alegou que para ser transferido para o centro de práticas integrativas era desvio de função, sendo inviável. O RH do hospital e a Direção da Nutrição deu total apoio e não mediu esforços para me ajudar. O hospital inclusive acabou sendo reformado na pintura por uma exigência contratual com o locador, e este mandou lixar e pintar as paredes (sem fazer tratamento antimofo).

Só vou trabalhar sob efeito de corticoide, anticonvulsivante e antidepressivo – medicamentos que não usava antes de trabalhar para a prefeitura (tive estafa/bournout e pânico antes dos plantões com medo de adoecer com a insalubridade e com assédio de alguns servidores)."

Não vamos aceitar esse ataque de conjunto ao SUS e à saúde pública, que visa privatizar, terceirizar e sucatear ainda mais o atendimento público de saúde. É necessário cercar de solidariedade a greve dos trabalhadores municipais da saúde!

Nós do Esquerda Diário nos solidarizamos e nos colocamos a serviço de denunciar essas condições absurdas.




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