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Defesa civil emite alerta de tempestades e risco de inundações em SP

No dia 20 de outubro, alagamentos já ocorreram por toda a capital paulista devido a forte precipitação. Para o fim desta quinta-feira (29) e sexta-feira (30), espera-se que temporais ocorram no Estado e atinjam a Capital, afetando principalmente a população trabalhadora e os demais setores precarizados.

quinta-feira 29 de outubro| Edição do dia

Foto: Folhapress

A Defesa Civil de Bruno Covas (PSDB) emitiu um alerta para chuvas com forte intensidade, rajadas de vento, granizo e raios, para esta quinta (29) e sexta (30) por todo Estado, incluindo a Capital. O Instituto Nacional de Meteorologia reafirmou as previsões de “perigo potencial de tempestades” em SP.

A previsão é de queda de árvores, alagamentos, inundações e deslizamentos que, todos os anos, continuam a ocorrer por todo Brasil nos períodos de chuva. Em MG, no começo deste ano, as fortes chuvas mataram cerca de 60 pessoas. Nas periferias, no litoral paulista e no RJ anualmente ocorrerem deslizamentos que soterram e matam pessoas.

No dia 20 de Outubro, em São Paulo (capital) ocorreram alagamentos que trouxeram prejuízos para a população trabalhadora que sempre perde seus pertences em suas casas e também carros que são destruídos pela correnteza.

As longas jornadas de transporte público até o trabalho, devido aos alagamentos e quedas de árvores, aumentam ainda mais nesta época do ano. Mas também nos locais de moradia dos trabalhadores mais pobres este período do ano significa o alto risco de perder seus bens mais básicos como a própria vida. O Estado capitalista nunca faz nada para resolver estes problemas que anualmente interfere de maneira severa a vida dos trabalhadores.

A infraestrutura urbana, do transporte e da moradia, foi moldada pelos interesses capitalistas, com o investimento no transporte individual através do carro e da expulsão dos pobres para as áreas mais sujeitas a inundações ou deslizamentos. O governo de Bruno Covas continuou essa tradição do PSDB paulista em intensificar os problemas diários dos trabalhadores com seus constantes ataques privatistas contra o transporte público e perpetuação da especulação imobiliária.

"São Paulo possui também cerca de 1800 mansões, que ocupam uma área que poderia abrigar mais de cem mil famílias. A conta aqui é simples. Considerando as mansões e os prédios desocupados sobretudo no centro da cidade, toda a população de rua e de área de risco poderia ter moradias dignas." Afirmou Pablito, candidato à vereador pela Bancada Revolucionária junto a Diana Assunção.

Leia mais sobre a proposta de reforma urbana que a Bancada Revolucionária de Trabalhadores defende: Que reforma urbana defendemos para São Paulo?

Somente uma reforma urbana radical, que garanta uma reestruturação do transporte público e das vias da cidade, assim como garantir a moradia digna fora das áreas de riscos de enchentes e deslizamentos, é que pode resolver este problema enfrentando todos os anos pelos trabalhadores de São Paulo.




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