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Violência policial | Defensoria pede anulação da sentença que absolveu policiais militares de estupro

Os dois policiais militares foram inocentados por terem estuprado uma jovem em 2019. Julgados pelos seus colegas da justiça militar, o juiz os absolveu pois a mulher não tentou impedi-los e, apesar de o ato ter ocorrido dentro de uma viatura com dois policiais armados, a mulher não poderia ter se sentido ameaçada. Mais uma vítima da misoginia e da polícia que sai impune pelos seus crimes.

segunda-feira 26 de julho | Edição do dia

Imagem: Agência Brasil

A Defensoria Pública de São Paulo apresentou recurso de apelação que pede a anulação da sentença que absolveu os policiais militares Danilo de Freitas Silva, o policial acusado de estupro, e Anderson Silva da Conceição, que dirigia a viatura.

O juiz militar Ronaldo João Ruth, ao final do julgamento, declarou que “não ficou provado que teve conjunção carnal contra a vítima, nem violência ou grave ameaça na prática de sexo oral”. Para o militar, a sentença se justifica já que a mulher não tentou pedir ajuda nem impedir o ato e que a existência de uma arma de fogo não foi suficiente para caracterizar uma grave ameaça ou para gerar temor considerável na vítima, capaz de minar sua capacidade de resistência.

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O policial Danilo de Freitas admitiu a prática de sexo oral, mas alegou ter sido consensual. O IML, entretanto, disse que a vítima apresentou sinais de lesões corporais que podem ser compatíveis com ato sexual recente.

Os dois policiais militares, inocentados por outros militares, são mais um exemplo da impunidade da polícia militar por seus crimes hediondos e criminosos. Mais uma vítima sofre da misoginia do sistema que serve aos capitalistas e da mesma polícia que assassina jovens trabalhadores todos os dias.

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