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Bolsonaro quer retorno à educação excludente, impondo por decreto a classe especial nas escolas

Assinado nessa quinta-feira, 1º, decreto presidencial incentiva a separação de alunos com deficiência nas escolas regulares. Um ataque à inclusão e à diversidade na escola.

sexta-feira 2 de outubro| Edição do dia

Foto: Sérgio Lima - Poder360

O Ministro da Educação Milton Ribeiro em mais uma declaração absurda afirmou que “muitos estudantes (com deficiência) não estão sento beneficiados em classes comuns”, sugerindo que o decreto excludente de Bolsonaro, que aponta para o retorno da classe especial nas escolas, é um avanço. Contudo, esse decreto representa uma volta para os anos 80 e 90, quando estudantes com deficiência eram amplamente excluídos e discriminados institucionalmente.

A inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares é uma política de suma importância na educação, é um estímulo ao aprendizado e sociabilidade tanto para os alunos com deficiência, quanto ao demais alunos, que, em contato com a diversidade, podem conviver e aprender a respeitar. No entanto, as escolas estão ainda longe de serem espaços adequados para inclusão. Faltam profissionais especializados, professores, funcionários, muitas vezes materiais básicos para o ensino e aprendizado, até mesmo de higiene e em diversos casos até merenda.

Mesmo a primeira dama Michele Bolsonaro, que se diz uma defensora dos direitos das pessoas com deficientes, se fez presente no lançamento da Política Nacional de Educação Especial em que o decreto foi assinado. O decreto prevê recursos públicos para escolas públicas adotarem essas medidas excludentes e também para APAEs e outras instituições que prestam serviço de educação especial.




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