ELEIÇÕES BOLÍVIA

Declaração da Bancada Revolucionária sobre as eleições na Bolívia

domingo 18 de outubro| Edição do dia

As eleições presidenciais na Bolívia, neste 18/10, estão sendo realizadas sob o manto da incerteza. O país está sob vigília militar, com destacamentos policiais e do Exército patrulhando os colégios eleitorais a mando da extrema direita, que ocupa a presidência com Jeanine Áñez desde o golpe de Estado racista de outubro de 2019.

O MAS, partido de Evo Morales, registra mais de 40% das intenções de voto, estando em primeiro lugar nas pesquisas. A direita “moderada” de Carlos Mesa está em segundo lugar nas mesmas pesquisas, mais de 10% atrás do candidato do MAS, Luis Arce. O golpista Camacho fica em terceiro. Em meio a um cenário de profunda tensão e incerteza e de forte polarização política e social, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Salvador Romero, anunciou ontem a retirada do “Direpre”, ou seja, do sistema de “Divulgação de Resultados Preliminares". Isso significa que dificilmente os resultados oficiais serão divulgados hoje, uma medida antidemocrática que em 2019 foi a antessala do golpe avalizado pelas Forças Armadas.

Mesmo frente a esta escandalosa medida do TSE, o porta-voz do MAS se manifestou afirmando que qualquer que fosse o resultado eleitoral, este seria reconhecido pelo partido, que fez inúmeros acordos com a racista e xenófoba extrema direita de Camacho e Áñez para coordenar o processo eleitoral, freando a revolta de agosto contra o governo.

Diante disso, Diana Assunção, da Bancada Revolucionária dos Trabalhadores, disse que: “O TSE na Bolívia não vai divulgar os dados preliminares nas eleições de hoje. Mesma manobra que permitiu o golpe de Estado da extrema direita em 2019. Não concordamos com o MAS e seus acordos com os golpistas, mas rechaçamos toda medida antidemocrática contra o voto dos bolivianos”.

Acompanhe toda a cobertura das eleições na Bolívia pelo Esquerda Diário.




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