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Debate UFCG: manifestações de rua, antifascismo e liberdades democráticas

Kleiton Nogueira

Doutorando em Ciências Sociais (PPGCS-UFCG)

quinta-feira 11 de junho| Edição do dia

Crédito da imagem: portal R7

Diante do quadro de pandemia, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) através do Centro de Humanidades (CH) iniciou um ciclo de debates virtuais sobre a conjuntura da realidade política, social e econômica do Brasil. A iniciativa que tem como objetivo fomentar debates com os mais variados campos do conhecimento científico iniciou sua primeira atividade com o professor da Unidade Acadêmica de Ciências Sociais da UFCG e Staff do Esquerda Diário Gonzalo Adrián Rojas no dia 8 de Junho de 2020. Além do professor Gonzalo Rojas, o encontro contou com a participação do professor Darcon Souza da Unidade Acadêmica de Administração; o professor Marciano Monteiro da Unidade Acadêmica de Ciências Sociais e o discente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFCG e colaborador do Esquerda Diário, Kleiton Nogueira.

Nesse sentido, a exposição realizada por Gonzalo Rojas abordou pontos centrais para o entendimento da conjuntura política, econômica, social e sanitária que o Brasil vivencia com a pandemia de Covid-19. Ao iniciar levantando pontos como a problemática da relação entre as diferentes frações que compõem o governo Bolsonaro, e os embates com outros atores políticos como o Judiciário, o professor buscou no marco da totalidade, apontar que a crise sanitária não seria em si o a causadora da crise que vivenciamos atualmente, mas, sem desconsiderá-la, salienta que desde a crise econômica que o mundo vivencia a partir de 2008 e seus rebatimentos na arena política brasileira com as posições conciliatório do Partido dos Trabalhadores e o conseguinte Golpe de 2016, essa tendência se agravou com a eleição de Bolsonaro, em um período marcado também, por uma crise de hegemonia aberta desde as marchas de Junho de 2013, o que abriu espaço para a materialização de elementos pré-bonapartistas no seio da política nacional como as ações do Judiciário e a lava-jato.

O professor também chamou atenção para a política estadunidense e os atos que estão ocorrendo em todo mundo a partir do brutal assassinato de George Floyd na cidade de Minneapolis, Estado do Minnesota. Esse assassinato é mais uma demonstração de como o capitalismo e o racismo estrutural, que estão intimamente vinculados de modo dialético, vem ceifando a vida da população negra em diversas partes do mundo e especialmente no Brasil, com os recentes casos do menino Miguel que caiu de um prédio na Cidade de Recife por causa da negligência da patroa de sua mãe, e o caso de João Pedro, baleado e morto em ação policial na cidade do Rio de Janeiro.

De modo a tentar realizar a conexão entre esses elementos, o professor Gonzalo Rojas buscou para além das aparências, evidenciar de que modo, no plano internacional essas lutas antirracistas fazem parte da luta de classes e como no Brasil tais manifestações se conformam. Além disso, o professor chamou atenção para elementos teóricos e conceituais, principalmente no tocante a caracterização do governo Bolsonaro e o uso da categoria bonapartismo como recurso para o entendimento da atual fase do regime político brasileiro em crise. Além também, de chamar atenção para a diferenciação entre Frente Ampla e Frente Única dentro de uma perspectiva estratégica.

Depois da exposição, houve uma série de perguntas realizadas tanto pelos mediadores quanto pelo público que acompanhou o debate no Canal do Observatório Sociológico de Gestão, Economia e Política Públicas (OBSGEPP). Para acompanhar todo o debate basta acessar o link da transmissão: lhttps://www.youtube.com/watch?v=kXGs2yOF7wA




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