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Após recuo | De “traidor” a “estrategista”, as reações bolsonaristas vão do desencanto ao pedido de confiança

Bolsonaro solta carta pregando paz entre os senhores e o bolsonarismo se divide entre os desencantados como cachorros abandonados e os fiéis cordeiros que pedem calma e confiança.

sexta-feira 10 de setembro | Edição do dia

As reações de lideranças e figuras bolsonaristas são impagáveis. De um lado, uma turba de bolsonaristas desencantados, tristes, chorando as pitangas diante de um mito que não atendeu às expectativas golpistas. Constantino, Malafaia, Allan dos Santos… parecem crianças quando descobrem a verdade do coelhinho da páscoa.

- Leia mais: Forte recuo de Bolsonaro é organizado para preservar o regime e os ataques

De outro lado, a exaltação do mito, o pedido de “calma” e “confiem no capitão”. Seus filhos, Carla Zambelli, Otoni de Paula, alguns aliados estão depositando a confiança em Bolsonaro como se seu movimento fosse parte de uma “grande estrategia”.

Um bolsonarista mais exaltado, Jackson Vilar, chegou a chamá-lo de “covarde”, “traidor” e “canalha”. Como um cachorro esfomeado, abandonado pelo dono, o homem esperneia e vocifera em um vídeo sinistro. O ponto auge, que pode ser visto embaixo, é o momento em que Jackson afirma que iria “queimar a camisa com o nome Bolsonaro” (!!).

O pastor Malafaia foi mais comedido e se mantém como aliado, apesar das críticas ao recuo do capitão.

Rodrigo Constantino tem dificuldades em desenvolver muitas ideias, portanto foi sucinto em sua avaliação.

Allan dos Santos também foi lacônico: “Game Over”.

A objetividade e poucas palavras não são exclusividade dos que ficaram tristes com o recuo do mito. Seus cordeirinhos mais fiéis também foram curtos nas declarações, como Carla Zambelli que pediu “confie e aguarde”. Por quê? Ninguém sabe, o importante é confiar.

Quando Bolsonaro desarmava a incipiente greve dos caminhoneiros, antes da carta escrita por Temer, o deputado federal Otoni de Paula dizia que o presidente era “um estrategista”, que “não vai recuar” e que “sabe o que faz”.

Seu filho Flavio Bolsonaro apenas pediu confiança, sem explicar muita coisa. Faz sentido, já que semana que vem a 2ª turma do STF vota questões de foro privilegiado para o Zero Dois, o que indica que o pedido de harmonia tem como um dos objetivos salvar o filhote.

Augusto Nunes fez malabarismo retórico para defender as ações do presidente e passou vergonha na internet. Veja:




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