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Damares direciona míseros mil reais para combate à COVID-19 entre populações vulneráveis

O Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos, chefiado por Damares Alves, direcionou a miserável quantia de R$1059,00 para combate à COVID-19 entre populações excluídas e vulneráveis como indígenas, quilombolas e outros. Adepta do negacionismo de Bolsonaro, Damares está de prontidão para defender o lucro dos empresários e dos pastores, mas não para auxiliar as populações mais vulneráveis ao vírus e à fome.

sábado 18 de abril| Edição do dia

Dispondo de cerca de R$ 45 milhões em caixa, a pasta chefiada pela fanática religiosa Damares Alves direcionou um valor praticamente simbólico de R$1.059,00 para o combate às consequências da crise sanitária e econômica da pandemia entre as populações mais excluídas e vulneráveis como comunidades indígenas e quilombolas, entre outras. Além de historicamente excluídas e reprimidas, essas populações agora são esquecidas por um governo que prioriza o lucro dos capitalistas acima da vida dos trabalhadores e do povo pobre.

Defensora de templos abertos e quarentena vertical, Damares da suas declarações com uma retórica de sensibilidade tentando esconder que sua preocupação não é com os mais pobres e vulneráveis mas, assim como Bolsonaro, com os lucros de grandes empresários e o privilégio de seus amigos pastores que garantem o apoio de sua ampla base social evangélica. Enquanto Damares diz que ‘ninguém vai morrer abandonado no Brasil’, na prática abandona estas populações à própria sorte.

Mesmo com milhões sobrando em caixa, Damares direciona um valor que, a depender da região do país, da conta apenas da compra de duas cestas básicas. Totalmente insuficiente para garantir segurança alimentar e condições de prevenção (saneamento, produtos de higiene, máscaras, etc.) para estas populações compostas por centenas de milhares de pessoas.

Veja também: Defender a classe trabalhadora para enfrentar a pandemia, o governo Bolsonaro e o capitalismo

Para não ser os trabalhadores e os mais pobres a pagarem por esta crise com suas vidas, é necessária a disponibilização de testes massivos, materiais de prevenção, ampliação de leitos e respiradores à toda a população, assim como proibir as demissões e garantir o pagamento de R$2.000,00 a cada trabalhador desempregado ou que não esteja recebendo para garantir sustento a todos. Tais medidas não são do interesse de Bolsonaro e sua laia de ministros reacionários que querem que a população seja bucha de canhão nessa crise para garantir o lucro dos grandes empresários.




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