Política

ABAIXO A LEI DE SEGURANÇA NACIONAL

Da LSN à repressão do funk: UNE deve organizar os estudantes contra Bolsonaro e golpistas

A juventude hoje é atacada por Bolsonaro, Mourão e os golpistas pela catástrofe sanitária, que está batendo recorde de mortes diárias, e por um regime político cada vez mais autoritário, com perseguição pela via da Lei de Segurança Nacional, assim como de mandados de busca e detenção de MCs. Ataques às vidas, ao direito político e ao direito à cultura que a juventude, aliada aos trabalhadores, pode varrer.

segunda-feira 29 de março| Edição do dia

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A Lei de Segurança Nacional é uma herança da ditadura civil militar que vem sendo utilizada por Bolsonaro para perseguir seus opositores que escancaram sua condução negacionista dizendo o óbvio: "Bolsonaro Genocida". Bolsonaro tem como cúmplices os governadores, o Congresso e o Judiciário, não garantindo testes, vacinas, insumos hospitalares, e até mesmo a liberação remunerada dos setores não-essenciais. Felipe Neto foi alvo, um estudante de jornalismo da Universidade Federal de Uberlândia acabou sendo detido. Professores universitários também foram perseguidos por criticarem o governo, como foi na UFPel, na UFRPE, na UFMA.

Na última quinta (25), um ativista do PSOL, Thiago Ávila, foi detido pela polícia militar no Distrito Federal. Ele estava filmando e denunciando as absurdas ações da Polícia do governo de Ibaneis que estava tentando despejar moradores de um terreno baldio. Sua prisão foi mais um episódio dessa escalada autoritária do governo que vem perseguindo opositores com a utilização da reacionária Lei de Segurança Nacional.

Dentro dessa escalada autoritária, localizam-se também operações com a desculpa de investigar ligações com o crime organizado, de coletas da Polícia Civil de depoimentos, contando com emissões de mandados de busca e apreensão contra MCs famosos, como MC Hariel, Salvador da Rima, MC Brinquedo e MC Pedrinho. Artistas vêm levantando a hashtag #mcnãoébandido.

Assim como aconteceu com DJ Rennan da Penha, alvo do STF em 2018, e muitos outros perseguidos recentemente, os MCs paulistas são alvo de mais uma operação para criminalizar a cultura negra e periférica. Essa escalada se combina à violência racista das polícias nas favelas, querem também cercear todo direito à arte e à cultura que expressa a vida dos jovens nas favelas.

E como se não bastasse, Xuxa Meneghel, a rainha dos burguesinhos, sugeriu em live na última sexta (26) que presidiários fossem usados como cobaias para testes de remédio. Xuxa chegou a pedir desculpas pela afirmação de "fazer valer" a vida dos presidiários, como se fosse uma declaração da qual simplesmente se pede desculpas, como se não fosse racista, diabólica, e representante do pensamento de uma justiça burguesa que mantém massas do povo negro encarceradas inclusive sem julgamento.

No próximo dia 30 de Março, dia nacional de luta chamado pela UNE, queremos dizer: "Bolsonaro genocida! Abaixo a Lei de Segurança Nacional e suas perseguições! Fora Bolsonaro e Mourão. Não irão nos calar!". Temos que dar uma resposta contra a extrema direita, que prepara comemorações ao golpe que perseguiu, torturou e assassinou tantos lutadores, em prol de seus ataques, e perseguição aos nossos direitos.

Mais do que nunca, há um imenso potencial dos estudantes, ainda mais se inspirados nas lutas estudantis de 1968, contra a ditadura militar, se conseguem superar a fragmentação imposta pelo ensino remoto e reerguer o movimento estudantil nacionalmente. A UNE, dirigida majoritariamente pela UJS (juventude do PCdoB) e setores da juventude do PT, que hoje busca canalizar a indignação estudantil para ações midiáticas e pressão sobre as instituições do regime ajustador, deve organizar os estudantes para combater todo o autoritarismo e para ser parte de fortalecer a luta da classe trabalhadora para, de forma unificada, enfrentar Bolsonaro, Mourão, os golpistas e a crise que descarregam em nossas costas com as reformas, que parte do plano é o Projeto de Lei Orçamentária Anual.

Por isso, fazemos um chamado à Oposição de Esquerda da UNE, dirigida pelo PSOL, PCB e UP, para conformar esse polo anti-burocrático, contra o autoritarismo e também em defesa um auxílio emergencial digno, vacinas com quebra de patentes, anulação das reformas e um verdadeiro plano emergencial para a crise sanitária.

Só podemos confiar em nossas próprias forças, devemos redobrar nossa aposta na unificação dos estudantes e trabalhadores por Fora Bolsonaro, Mourão, militares e golpistas, sem ilusão em Doria ou STF. Essa é a força social que pode impor uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, que permita que o povo decida os rumos do país e derrote todas as heranças da ditadura militar que perduram até hoje no regime degradado do golpe de 2016, avançando para a revogação de todas as reformas, ataques à educação e um programa para que sejam os capitalistas que paguem por essa crise.

Veja também: Diante do corte de R$ 1,1 bi nas federais, a UNE precisa organizar a luta no dia 30 pela base




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