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EDUCAÇÃO | Crise na educação: quem é a nova secretária de educação do RS Raquel Teixeira?

A troca de Faisal Karam por Raquel Teixeira faz parte dos planos de Eduardo Leite em privatizar a educação pública permitindo que as OSs (Organizações Sociais) administrem a educação. A PSDBista Raquel Texeira vem para cumprir essa missão, tal e qual fez em Goiás.

quarta-feira 10 de março | Edição do dia

Foto: Sinprogoias

A justificativa de Leite é que essa troca de secretário trata-se da substituição de um político por uma técnica. Porém Raquel Teixeira foi deputada federal pelo estado de Goiás e também secretária da educação naquele estado sob a gestão do então governador Marconi Perillo (PSDB) o qual possui uma trajetória mais suja que pau de galinhero. Passando por envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, agressão e prisão preventiva em 2018 por suspeita de receber 12 milhões em propina, além de atrasar salários das professoras e professores.

Como secretária de educação em Goiás Raquel Teixeira já foi denunciada pelo Ministério Público Federal por dispensar licitação na compra de merenda escolar. Mas isso não é tudo. Junto com Marconi Perillo Raquel levou a frente o projeto de entrega da administração da educação pública para OSs e a militarização de escolas. Não sem resistência de professores e alunos. Em 2016 secundaristas que lutavam contra a privatização da educação foram covardemente espancados pela tropa de choque em frente ao palácio do governo. Fora as sucessivas greves da educação que denunciaram a precarização, as OSs e os cortes de salário.

Raquel Teixeira fala bem, tem uma desenvoltura discursiva muito melhor do que Faisal Karam. É uma grande articuladora dos interesses empresariais na educação. Defende o retorno presencial das aulas em meio a pandemia dizendo que as escolas são os ambientes mais seguros e portanto com pouquíssimo risco de contágio.

Segundo Raquel em entrevista ao site Sagres: “A escola é uma dos lugares mais controlados que você pode ter. São Paulo voltou a ter aulas presenciais nos dia 8 de fevereiro e estava fazendo atividades extra curriculares desde de setembro. A escola é uma espaço completamente controlado, você usa máscara, faz distanciamento social, usa álcool gel, lavar as mãos toda hora, medir a temperatura, é um espaço muito mais controlado do que uma igreja, uma praia, um bar ou um ônibus.”

Ela fala como se os estudantes fossem para a escola por teletransporte. Em São Paulo já foram 21 mortes em contaminações escolares. 4084 casos de covid-19 confirmados em um mês, fora as pessoas que foram contaminadas fora da escola mas em função da vida escolar que esses números não pegam. Como as contaminações no próprio transporte.

A aposta de Eduardo Leite na Secretaria de Educação é de que Raquel será capaz de administrar a educação em crise, sem investimento, para melhorar os índices gaúchos. Em verdade Raquel é mais uma inimiga de peso para quem defende a educação pública, laica e de qualidade bem como a gestão democrática das escolas.




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