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Crise fecha postos de trabalho em Campinas

Devido a crise econômica foram fechados 5.833 mil postos de trabalho em Campinas e região.

quarta-feira 22 de julho de 2015| Edição do dia

Nos últimos meses, o banco de candidatos de agências de emprego da cidade dobrou. O aumento das filas nas agências é decorrência do fechamento de postos trabalho, mas não só. Como explica Flávia Ferreira em seu artigo publicado no Esquerda Diário no dia 11 de Julho, um grande número de jovens, idosos e mulheres, que antes faziam parte do índice de desocupados (que não trabalham e nem buscam emprego formal), passaram procurar emprego preventivamente, prevendo a piora na economia e na renda familiar.

Mas segundo o site do G1, em um artigo publicado ontem, 20 de julho, “as poucas vagas disponíveis apresentam redução no salário e aumento de exigências”, sendo que “aumento de exigências” não passa de um eufemismo (uma forma bonita de falar) precarização do trabalho, mais serviço, ritmos acelerados, maiores cobranças e assédios em troca de menos remuneração e direitos.

Segundo o G1 chega-se quase a 10 mil currículos recebidos. A grande maioria dos candidatos perdeu o emprego no ano passado e ainda não conseguiu recolocação. A estimativa das agencias é de 6 meses a 1 ano para realocar os candidatos. No ano passado foram fechados 608 postos na Região Metropolitana de Campinas. Este ano, de janeiro a maio, foram 5.833, onde setores como o comércio, serviços e indústria reduziram contratações. Já o número de desempregados até maio era de 127.039, de acordo com dados do Caged.

O aumento do desemprego na Região Metropolitana de Campinas é um reflexo da mesma tendência em todo o país. Segundo o G1 Nacional, pela primeira vez em 13 anos o país encerrou um primeiro semestre demitindo mais do que contratando trabalhadores. O Centro de Apoio ao Trabalho, em São Paulo, tem recebido diariamente 1,5 mil pessoas a procura de emprego em apenas uma unidade. Em junho do ano passado, mais de 20 mil pessoas foram procurar emprego na agência. No mês passado, foram quase 35 mil. Nos últimos 12 meses, já são 600 mil vagas a menos.

O Brasil está sendo cada vez mais afetado pela crise econômica internacional, ainda mais após as instabilidades e queda de crescimento chinês, principal importador das matérias primas brasileiras. Para piorar a crise econômica nacional, vive-se uma crise política do governo do PT, que joga nas costas da população os prejuízos da crise. Os trabalhadores brasileiros terão que se unir cada dia mais para lutar pela defesa dos seus postos de trabalho, contra o desemprego e para que a burguesia pague as contas da sua própria crise.




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