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Crise Argentina: A esquerda propõe 3 medidas urgentes para enfrentar o roubo feito pelos banqueiros e grandes empresários

Frente à inflação e desvalorização do peso, a esquerda propõe acabar com os aumentos nos preços de luz, gás, água e transporte e voltar aos valores de 2016. Para cada ponto de aumento da inflação, um ponto de aumento salarial. Tomar o controle de toda empresa que suspenda ou demita para garantir os empregos. As centrais sindicais precisam se mobilizar imediatamente por esses pontos. A esquerda na Argentina coloca a necessidade de uma greve nacional ativa de 36 horas.

quarta-feira 14 de agosto| Edição do dia

Estas são propostas da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT, pela sigla em espanhol), da qual faz parte o PTS, organização-irmã do MRT no Brasil, junto ao PO e a IS.

1. Acabar com os aumentos nos preços de luz, gás, água e transporte e voltar aos valores de 2016

Nestes quase 4 anos de governo Macri na Argentina, algumas tarifas subiram até 3700%. Com a nova subida do dólar, elas voltarão a subir. O povo trabalhador não pode seguir pagando essa crise.

As tarifas têm que voltar a seus valores de 2016. Este roubo aos bolsos das maiorias populares tem que acabar. Um roubo do qual se beneficiam os grandes empresários amigos do poder, como Mindlin ou Caputo. Que sejam eles a pagarem pela crise!

2. A cada ponto de subida dos preços, um ponto de aumento salarial

Com a nova desvalorização do peso argentino, após eleições primárias e a derrota contundente de Macri, os salários da classe trabalhadora seguirão afundando. Enquanto os grandes empresários fazem negócios milionários, o poder aquisitivo das famílias operárias cai.

É preciso impor que o salário aumente com a inflação. Para cada ponto de aumento dos preços tem que haver um ponto de sumida nas rendas salariais. Nenhum trabalhador, aposentado ou pensionista deve receber menos do que o que o valor atualizado do que é necessário para uma vida digna (a chamada cesta familiar, na Argentina).

3. Tomar as empresas que fechem ou demitam. Não pode-se perder nenhum posto de trabalho.

É urgente garantir os postos de trabalho. Os empresários já começaram a fazer suspensões. As demissões virão em sequência caso esta crise siga.

Não pode-se permitir a perda de nenhum posto de trabalho. Os trabalhadores e trabalhadoras têm que tomar para si toda empresa que feche ou demita. A crise não pode cair sobre as costas do povo trabalhador.

A esquerda propõe essas medidas urgentes para enfrentar a crise. A CGT, o moyanismo e as CTAs [principais direções sindicais da Argentina] têm que convocar a mobilização por estas e outras demandas. É urgente uma paralisação nacional ativa de 36 horas e um plano de luta para enfrentar a catástrofe que nos ameaça. Não se pode deixar passar um minuto a mais. Cada minuto perdido é um posto de trabalho a menos.




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