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CAMPINAS/SP

Criança negra encontrada em um barril recebe alta hoje do hospital em Campinas

O caso que chocou o país mostra não só a negligência de uma família, mas também do estado. O menino foi encontrado, no sábado (30), acorrentado dentro de um barril, nu, desnutrido e desidratado. Uma investigação foi aberta para apurar o caso, pois o Conselho Tutelar na região não sabia da situação atual do menino, mesmo dizendo que estava acompanhando o caso desde o ano passado.

quarta-feira 3 de fevereiro| Edição do dia

Foto: reprodução/Record TV

O menino tinha 11 anos, era obrigado a ficar de pé no local onde também fazia necessidades fisiológicas, seu banho era um balde de água fria com água sanitária e muitas vezes, quando não era alimentado com restos de comida, o menino se via obrigado a comer suas fezes. As suas mãos e pés eram mantidas acorrentados dentro de um barril de ferro em uma casa no Jardim Itatiaia.

O tamanho da brutalidade do caso mostra também o quão negligente é o estado. Agora, com o escândalo, o Ministério Público, com medo de novos escândalos, pediu por uma total revisão nos casos que se encontram em andamento no Conselho Tutelar e que se encontram sem comunicação dos demais serviços da rede de proteção há mais de três meses.

O Conselho Tutelar por outro lado alegou que não tinha conhecimento do tamanho da violência sofrido pela criança. O que o órgão tinha de informação é que a "situação da criança e família vinha evoluindo bem e positivamente". Depois que vizinhos denunciaram os maus tratos, um membro do Conselho Tutelar afirmou que vinha acompanhando o caso há pelo menos um ano.

O que não se compreende é como, depois de um ano, o Conselho acreditava que a situação estava evoluindo, enquanto o meninos foi encontrado acorrentado dentro de um barril. Só poderia estar evoluindo para um dia essa criança falecer devido essa situação horrível em que estava vivendo.

O estado, que não passa de uma balcão de negócios para ricos lucrarem, é responsável por cada ataque contra a vida de todas as crianças.




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